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A aprovação do projeto que pune o abuso de autoridade lançou desafio político considerável para Jair Bolsonaro. O presidente, cada vez mais pragmático no trato com o Congresso, terá de optar entre desagradar com um veto amplo a maioria do Legislativo –onde tramitam propostas de seu interesse, inclusive a indicação do filho para embaixada nos EUA– ou parlamentares sob o risco de precipitar o choque entre dois pilares de sua base: o bolsonarismo raiz e o lavajatista.

O grupo de WhatsApp do PSL virou um laboratório do dilema que pode se impor à base de Bolsonaro. A ala que quer privilegiar projetos da área econômica e da pauta de costumes e segurança pública – três fontes de alimentação do bolsonarismo – prega visão estratégica e sangue frio.

Houve debate acalorado. Enquanto uma deputada pedia calma e confiança na “sensatez do nosso presidente para deliberar sobre o veto”, integrantes de outra hoste pregavam ir ao STF contra a votação na Câmara. “O que ele teria feito em nosso lugar?”, indagou um desses quadros.

O próprio parlamentar respondeu à pergunta. Disse que Bolsonaro “certamente teria votado contra, se rebelado”, e depois chamou o acordo que viabilizou a aprovação do projeto de “ordem suicida”.

A informação é da coluna Painel da Folha de São Paulo.

Da redação