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O prefeito de Lucena, Leo Bandeira, vai entrar para a história como o primeiro político e confessar em sua prestação de contas que cometeu o crime de caixa 2. Ao conferir os dados do DivulgaCand, percebe-se que o então candidato omitiu gastos básicos, como aluguel de comitê, agência de publicidade, produtora de vídeo, jingles, fotografia, combustíveis, carros de som, entre outros. O próprio valor da campanha já levanta suspeita, segundo a prestação de contas do candidato, a campanha para prefeito custou apenas R$ 39 mil.

A prestação de contas mostra apenas os gastos com material gráfico, serviços de contabilidade e advocacia, mas omitiu os demais itens acima. E mesmo entre os gastos declarados há inconsistência nos valores. Por exemplo, Leo Bandeira declarou ter gasto apenas R$ 396 com bandeiras, mas imagens da própria campanha revelam um quantitativo desproporcional ao valor:

Fontes informaram que o candidato também gastou quase R$ 5 mil com propaganda paga no Facebook, mas a prestação de contas declarou um gasto irrisório de apenas R$ 400. Basta a Justiça Eleitoral solicitar o histórico de pagamento da página do candidato para comprovar o crime de caixa 2:

Nas redes sociais de Leo Bandeira é possível comprovar a veiculação de vários vídeos e peças publicitárias, mas nada consta em sua prestação de contas:

Imagem em frente ao comitê da campanha, também não declarado ao TRE:

Imagem do trio elétrico utilizado na campanha, que também não aparece na prestação de contas:

Agora cabe ao Ministério Público passar um pente fino nas contas de Leo Bandeiras, mas pelo valor declarado na campanha e as redes sociais do candidato, é possível perceber a prática do caixa 2.