Campina Grande

Presidente do PSL-PB diz que não vai a evento com Bolsonaro em CG devido à presença de ‘corruptos’ como Romero e a família Ribeiro

Em nota a imprensa por meio das suas redes sociais o deputado federal e presidente estadual do PSL-PB Julian Lemos, disse que não comparecerá ao evento marcado para está segunda-feira (11) da entrega das casas do Conjunto Aluízio Campos em Campina Grande que conta com 93% de recursos federais e foi iniciada na gestão da ex-presidente Dilma Rousseff. A solenidade contará com a presença do presidente da República Jair Bolsonaro (PSL), o paraibano atribuiu a não presença a participação de políticos que considera ‘corruptos’ no evento e deu nome aos bois, o prefeito de Campina Grande Romero Rodrigues (PSDB) e seu vice-prefeito Enivaldo Ribeiro (PP) que tem sua gestão alvo da ‘Operação Famintos’ que desviou através de uma ‘Orcrim da Merenda’, milhões. Bem como da participação do deputado federal Aguinaldo Ribeiro (PP), réu no STF acusado de compor a organização criminosa mais conhecida como “Quadrilhão do PP”.


Veja a nota:


Nota ao meu querido povo conservador da Paraíba.
Ao tempo que bate à minha porta o sentimento da decepção, ao mesmo tempo surge o dever e a coragem para falar o que precisa ser dito doa a quem doer. Não compactuar com certos caminhos e decisões tomadas pelo meu Presidente Jair Bolsonaro posto que jamais pensei que um dia viveria para assistir Jair Bolsonaro, exemplo de moralidade, desembarcar, em minha terra, do avião presidencial na companhia de Agnaldo Ribeiro, líder do Centrão (o qual combatemos em campanha), Réu no STF acusado de compor a organização criminosa mais conhecida como “Quadrilhão do PP” e sequer ter pedido um voto para o atual presidente. E ainda mais absurdo manter a mãe do referido deputado no comando da Funasa entre outros órgãos na Paraíba. São os ideais que se vão e os corruptos que se chegam. Não bastasse isso, também será recepcionado pelo Prefeito Romero Rodrigues, cuja administração está atolada até o pescoço no esquema de corrupção mais conhecido como “Operação Famintos”. Não assistirei de perto a esse fato, não me farei presente a esse “evento” não farei parte dessa hipocrisia política e desse teatro, não foi pra isso que lutei quase 4 anos da minha vida. Vou seguir firme nos meu ideais de mudança da política no Brasil. Sonhava trazer o meu Presidente novamente a minha terra para anunciar as verdadeira mudanças que a Paraíba precisa, mas infelizmente não é isto que está acontecendo.

Famintos – As investigações foram iniciadas a partir de representação junto ao MPF, relatando a ocorrência de irregularidades em licitações na Prefeitura de Campina Grande (PB) mediante a contratação de empresas “de fachada”. Com o aprofundamento dos trabalhos pelos órgãos, constatou-se que desde 2013 ocorreram contratos sucessivos, que atingiram um montante pago de R$ 25 milhões. Dois secretários municipais (Administração e Educação) foram afastados pela Justiça. Dois secretários municipais de Campina Grande foram afastados dos cargos.

A CGU, durante auditoria realizada para avaliar a execução do PNAE no município, detectou um prejuízo de cerca de R$ 2,3 milhões, decorrentes de pagamentos por serviços não prestados ou aquisições de gêneros alimentícios em duplicidade no período de janeiro de 2018 a março de 2019.

Famintos 2
A Segunda fase da Operação Famintos teve como foco contratos firmados diretamente entre empresas – que seriam de fachada – e as escolas municipais. São investigados crimes como fraude em licitações, sonegação fiscal, lavagem de dinheiro e de corrupção na aquisição de gêneros alimentícios e merenda escolar. Oito pessoas foram presas. Até agora 16 pessoas já foram denunciadas pelo MPF à Justiça, por envolvimento no suposto ‘esquema’.

Processo nº 0802629-06.2019.4.05.8201
Íntegra da denúncia
http://www.mpf.mp.br/pb/sala-de-imprensa/docs/denuncia-operacao-famintos/view

PROPINODUTO DO PP – A Procuradoria Geral da República calculou em R$ 357.945.680,52 milhões o total de propina recebida pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, um dos delatores da Operação Lava Jato, e pelo Partido Progressista (PP) a partir de desvios de recursos na área de Abastecimento da estatal.

A PGR narra que a partir de 2011, o comando do PP passou para outros parlamentares, que também passaram a controlar a distribuição da propina: os senadores Ciro Nogueira (PI) e Benedito de Lira (AL) e os deputados federais Arthur de Lira (AL), Eduardo da Fonte (PE) e Aguinaldo Ribeiro

Leia mais: http://m.valenewspb.com/products/pgr-diz-que-deputado-federal-aguinaldo-ribeiro-controlava-distribuicao-de-propina/

Redação

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