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A intolerância deve ser combatida sobre todos os aspectos, pois o que começa numa discriminação simples pode se alastrar e virar o mais hediondo crime de racismo.

O genocídio do povo judeu poderia ter sido evitado se os povos tivessem se levantado contra a intolerância racial levada as últimas conseqüências pelos nazistas.

De uma hora para outra em Campina a campanha tomou um rumo perigoso e a religião foi invocada ao tabuleiro político como se a fé e o livre arbítrio do eleitor na hora de votar pudessem ser submetidas a algum tipo de cabrestro.

Primeiro foi à paranóia de que as um evento evangélico estivesse a serviço da campanha de Tatiana e os partidários de Romero ingressaram na Justiça para proibi-lo.

Agora a forma mais degradante de todas as intolerâncias, que é a religiosa, ganha corpo nas redes sociais e através da distribuição de DVDS na periferia, onde a candidata do PMDB aparece numa visita a um evento afro-brasileiro.

Que estreitismo político é esse que um grupo saca do bisaco de maldades o divisionismo religioso para prejudicar o adversário?

Em um país laico e miscigenado querer queimar um político por este ter ido a um terreiro de umbanda é no mínimo patético, principalmente quando o padrinho de Romero foi junto com o filho Cássio o autor do Encontro da Nova Consciência, que prega o sincretismo religioso e a convergência da fé.

Quem supostamente lidera as pesquisas deveria adotar postura mais serena ao invés de discriminar evangélicos e umbandistas como se fossem marginais.

Pelo que acontece na campanha já dá para termos uma ideia do que será volta do Grupo Cunha Lima a Prefeitura: revanchismos, intolerância e perseguições.