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Prometi pra mim mesmo que não voltaria a tocar no assunto eleições da OAB, pois tenho amigos em ambas as chapas, mas não posso me omitir diante do que fiquei sabendo e constatei nas redes sociais e site do inoxidável Marcos Marinho, A Palavraonline.

Paulo Maia pode até não ter metido a mão em cumbuca, o que acho difícil, pois é o condutor do processo no âmbito da oposição, mas permitiu que aquele mentor das malvadezas baixasse o nível e com isso subisse o tom dos discursos para um volume que o candidato das oposições tem muito mais a perder.

Focado e tranqüilo em sua fleuma, Carlos Frederico parece abarcar os votos no atacado e costurar com mais firmeza os apoios multiplicadores.

Ao descer o degrau ou permitir que sua campanha desça, plantando futricas, esboçando firulas e semeando ventos a partir da alquimia malvada do seu Ravengar, Paulo Maia incorre em mais um erro de estratégia, colherá tempestade mais à frente e acusa o golpe.

Na eleição da OAB, o que antes ainda era dúvida, agora se configura vantagem ampla e clara para Carlos Federico, o tranqüilo na cena, centrado e light, translucido agora aos advogado como uma vítima do destempero de quem jogou a toalha.

Imaginem dois bons advogados num juri popular. Um defende com argumentação sólida a sua tese, arregimenta testemunhas confiáveis e impressiona os jurados pela defesa abnegada e sincera do que acredita. O outro parte para o achincalhe, duvida da idoneidade do juri e tenta encontrar brechas para adiar o julgamento pelo simples fato de que tem certeza que não ganha.

CARREGANDO PIANO E TOCA FIITAS – Exatamente é o que está acontecendo na eleição da OAB desde o princípio. Se de um lado Carlos Frederico não demonstra insegurança por ser o candidato da situação, do outro Paulo Maia acabou por ser o único a aceitar carregar o piano até o final.

Sair do campo das ideias e jogar no ventilador pouca argumentação é o mesmo que assumir publicamente que não tem estratégia ou votos para vencer o pleito e que a partir de agora vai ficar arranjando justificativas para a derrota iminente.

Outro dia eu falei sobre telhado de vidro e citei a máxima de que quem tem telhado de vidro não atira pedras no telhado alheio.

Hoje eu vou fazer uma comparação entre as campanhas de Paulo Maia e Carlos Frederico para ilustrar o que está acontecendo na prática.

A campanha de Carlos Frederico é digital e a de Paulo Maia analógica, como se Carlos fosse CD e Paulo Toca Fitas.

Quem tinha que entender, entendeu.