Fale Conosco

Após merecido repouso, e o prêmio de ganhar a primeira netinha, Sophia, volto ao batente do exercício diário da profissão de fé. Fui abordado por tanta gente na rua que a cada abordagem tinha vontade de correr para o computador e voltar a escrever, mas faltavam-me as palavras adequadas para as nossas conversas aqui no blog.

Não sou repórter do batente ou redator. Sinto-me desobrigado a relatar o factual, apesar de vez ou outra recorrer ao estilo noticiarista.

Meu forte é a crônica, a análise, o escaneamento e tradução do cotidiano apontando minha caneta digital para os culpados e exigindo providências de quem recebe dinheiro público para gerir ou corrigir o desvio de gestão.

Sou uma espécie de caçador de almas sebosas, aquele que tem baixa tolerância, ou nenhuma, às safadezas do mundo político.

https://i0.wp.com/professoresdosucesso.com.br/wp-content/uploads/ppx_nao.gif?w=1200

Apesar de ter lutado contra a ditadura e sacrificado minha juventude para restaurar a democracia, sou vítima das novas formas de censura. O cerceio a liberdade de imprensa através da artimanha jurídica, das tabelinhas Executivo/Judiciário, dos fiscalizados e fiscalizadores comendo na mesma cumbuca.

Três liminares me impedem de dizer certas verdades. Quem mandou mantar Bruno Ernesto, aquele jovem coordenador do Jampa Digital; a safadeza e luxúria nos bastidores da Igreja Católica na Paraíba e os detalhes sórdidos de uma relação tumultuada entre o governador e a ex-primeira dama.

Mas, quem disse que eu só tenho isso para comentar? Enquanto o meu advogado Samarony briga no STF para derrubar as liminares e restabelecer o que a Constituição determina – a censura prévia é vedada -, volto hoje ao batente para dizer que se a corrupção é uma doença eu sou a cura.

Aqui, como sempre, o trunfo é paus!