Fale Conosco

Ricardo Coutinho anda bebendo na fonte de Fernando Henrique Cardoso e quer levar a melhor usando só o gogó ou no lero-lero.

Percebam que de súbito ele teve que vir a público gastar sua saliva para explicar o tumultuado início de governo.

Deveria ter vindo para apresentar macro-estratégias administrativas, mas fincou pé na ladainha do retrovisor replicado e fez grande esforço para tentar convencer que a violência está sobre controle.

Na Assembléia o governador repetiu um mungango de quase todos os políticos ao anunciar que realizará obras quase concluídas pelo antecessor Zé Maranhão como se fosse começar do zero.

Ricardo disse, e nos anais daquele poder estão gravados e taquigrafados para depois sua assessoria não vir dizer que estou inventando, que iria construir e inaugurar nos próximos 100 dias a estrada que liga Sumé a Congo e a que liga São Bento a divisa com o Rio Grande do Norte.

Exagero do governador, a estrada que liga Sumé a Congo tem uma extensão de 30 quilômetros e já está pronta e sinalizada, restando apenas um trecho de oito quilômetros, que na verdade é o que Ricardo vai executar.

No que se refere à estrada que liga São Bento a divisa, o blá, blá, blá foi ainda maior, pois ela está prontinha e o máximo que sua excelência pode se dignar a fazer é sinalizar horizontal e verticalmente.

As duas obras foram realizadas na gestão de dois anos do ex-govenador José Maranhão, que também deixou assegurado os recursos para conclusão.

Acho que o governador já percebeu que o buraco é mais embaixo e que talvez sua receita de gestão não consiga lhe devolver a popularidade em tempo hábil para não sofre duro revés nas eleições de prefeitos.

A velha raposa de Araruna anota tudo e se prepara para o revide.