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A expectativa do dia é o que vai acontecer na assembléia geral convocada pelas entidades representativas dos policiais civis, militares, delegados e agentes penitenciários.

Uma novela que se arrasta por mais de 30 dias e que tem na indisposição do governador para o diálogo o ponto de estrangulamento, chega hoje ao seu “dia D”.

Se do lado do Governo não existe proposta, do lado da Polícia só restará uma alternativa: a radicalização.

A partir de hoje o sistema de segurança pública na Paraíba estará ainda pior. A Polícia entrará em greve e o start acontecerá no finalzinho da tarde na Praça dos Três Poderes, em frente ao Palácio da Redenção.

A paralisação dos policiais não interessa a ninguém, pois o cidadão estará fragilizado perante a bandidagem.

No entanto, a categoria tem suas razões para engrossar o discurso e faz da PEC 300 sua bandeira de lutas.

Concebida e sancionada pelo ex-governador José Maranhão após aprovação no Plenário da Assembléia, que inclusive fez previsão orçamentária na LDO, não teve amparo na gestão do governador Ricardo Coutinho, que argumenta incapacidade financeira do estado para elevar a folha e a inconstitucionalidade da Lei.

Os policiais fizeram passeatas de advertência, acamparam em frente ao Palácio e nada. O governador está convencido e não arreda o pé de que o movimento é meramente político e aí consiste o seu maior erro de avaliação da conjuntura.

A greve da Polícia provocará um efeito dominó e uma a uma todas as categorias se sentirão estimuladas a paralisar em protesto por aumento de salário, contra o corte nas gratificações e outras demandas.

É o primeiro teste deste governo socialista cujo líder foi forjado nos movimentos sociais e que agora parece ter desaprendido a dialogar como tanto reivindicava nas passeatas e greves que comandou.

O político Ricardo Coutinho está prestes a experimentar do seu próprio veneno.