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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Pfizer fizeram reunião nesta quarta-feira (30) para tratar do pedido de uso emergencial da vacina contra a Covid-19.

Anteriormente, a farmacêutica americana havia soltado uma nota dizendo que não entraria, pelo menos por enquanto, com o pedido de uso emergencial no Brasil. O motivo seriam exigências extras por parte do país – “análises específicas” que deveriam ser encaminhadas entre os itens da documentação. Isso, segundo a Pfizer, deixaria o processo mais lento.

Em resposta, o Ministério da Saúde disse nesta terça-feira (29) que os documentos exigidos pela Anvisa são os mesmos pedidos pela FDA (Food and Drug Administration), agência reguladora dos Estados Unidos. A Pfizer já fechou o uso emergencial da vacina para os americanos.

“Nos causou estranhamento o pronunciamento que ocorreu ontem [segunda-feira, 28] de um determinado laboratório que disse que estava com dificuldade pela grande dificuldade de solicitações da Anvisa, uma vez que os aspectos solicitados pela Anvisa são os mesmos solicitados pela FDA, nos EUA”, disse o secretário-executivo Élcio Franco.

Então, Anvisa e Pfizer se reuniram nesta quarta. Por parte da empresa, a reunião foi “positiva”. A Pfizer diz que irá fazer um novo encontro com a agência reguladora e com o governo do Brasil para “avaliar a possibilidade do pedido de uso emergencial”. A data não foi divulgada.

Já a Anvisa esclareceu que, “caso necessário, a empresa poderá justificar o eventual não cumprimento de todos os itens do Guia [para a submissão dos documentos], em especial o que se refere à previsão sobre o quantitativo de vacinas que poderia ser disponibilizado para o Brasil”.

O jornal “O Globo” noticiou que a Pfizer teria dito que só entraria com o pedido de uso emergencial em caso de contrato oficial com o Ministério da Saúde. A empresa não confirma a informação ao G1. Até então, o governo federal assinou apenas um “memorando de intenções” para a compra de 70 milhões de doses da vacina.

G1