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A queda nos preços de soja, milho e café foi o principal fator que contribuiu para a desaceleração da inflação atacadista na primeira prévia do Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) de maio. Mas a perda de força concentrou-se nos produtos agropecuários, enquanto os industriais continuaram acelerando. O minério de ferro e as carnes bovinas (frigorificadas), por exemplo, ficaram ainda mais caros do que em igual período do mês passado, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV).

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) subiu 0,56% na leitura anunciada nesta segunda-feira, 11, menos da metade da taxa observada na primeira prévia de abril (1,28%). Boa parte da diferença ocorreu devido à queda de 0,50% nos preços de matérias-primas brutas, que no mês passado haviam ficado 1,61% mais caras.

Entre os itens que trouxeram alívio ao índice estão soja em grão (4,43% para -4,05%), milho em grão (1,00% para -5,21%) e café em grão (4,40% para -1,69%). No sentido contrário, pressionaram a inflação atacadista leite in natura (1,17% para 4,37%), minério de ferro (1,93% para 3,67%) e minério de cobre (4,55% para 15 86%).

O índice correspondente aos bens intermediários, por sua vez, desacelerou a 1,05%, ante 1,48% na primeira prévia do mês passado. A principal contribuição para o movimento partiu do subgrupo suprimentos, que passou de 5,14% para -0,08%.

Na contramão do movimento geral do atacado, os bens finais aceleraram de 0,80% para 0,90% na passagem do mês. Isso ocorreu porque o subgrupo alimentos processados saltou de 1,70% para 2 28% entre as primeiras prévias de abril e de maio. Só a carne bovina comercializada pelos frigoríficos ficou 6,35% mais cara, enquanto as aves abatidas e frigorificadas subiram 6,10%.

O IGP-M subiu 0,51% na primeira prévia de maio, ante avanço de 1 03% na primeira prévia do mesmo índice em abril. O período de coleta de preços para o cálculo do índice foi de 21 a 30 de abril.