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Patos, Itaporanga e Santa Rita. Essas três cidades tem em comum baixas na Polícia, vidas perdidas no enfrentamento do crime. A violência chega a casa dos policiais e se a corporação resolver seguir o exemplo da PM de Patos, teremos a partir de gora um vale tudo com o policial substituindo delegado juiz e juri popular.

E daí vem o alerta para que esse clima de guerra não desemboque na criação dos famigerados grupos de extermínio, os esquadrões da morte, que a população começa aplaudindo e quando ele começam a atuar na pistolagem matando também gente bem, se indigna.

Assim foi com o “Mão Branca” na época do governador Tarcísio Burity e também com o bando comandado pelo capitão Givanildo na área do Brejo.

Neste último caso, até o Papa João Paulo II foi acionado por Dom Marcelo Cavalheira para autorizar a quebra do segredo de uma confissão que o sargento Brasil fez ao Padre Adelino, entregando os membros do esquadrão.

A violência cresce e ganha vulto na Paraíba. A política de segurança pública não consegue conter o avança e homens das forças de segurança começam a tombar nessa guerra.

Não podemos apoiar a barbárie da tese do bandido bom é bandido morto, pois etarismos retrocedendo no tempo. Não podemos calar diante da morte de três policiais e resta ao governo Ricardo Coutinho apresentar um plano de contingência, aumentar o efetivo e recorrer a tropas federais.

Ou faz isso ou levará mais policiais para o túmulo, nessa guerra desigual. E ainda teremso a proliferação de justiceiros.

EM TEMPO: hoje o radialista Anacleto Reinaldo teria dito em seu programa ” viva a moto preta, viva a moto preta!”, numa alusão aos grupos de extermínio.