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Pequena crônica sobre a lista que saiu de uma revista que, assim como a fonte, tem perna curta

Deixei para comentar só hoje o meu ponto de vista sobre a suposta lista de funcionários fantasmas que a revista Politika publicou como matéria de capa, cuja essência da idéia inspira-se no stalinismo, facismo, sectarismo, racismo e nazismo.

Acho que os editores apostaram alto de mais e perderam, pois a lista é fajuta.

A toda hora pessoas dadas como mortas entram em contato com os meios de comunicação para dizer que estão vivinhas.

Parece-me que além de precipitação, houve irresponsabilidade editorial, quebra do sigilo funcional.

Mas não fica por aí. Quem apostou na matéria como oxigênio para super expor a revista, um produto editorial novo e que precisa de mídia, comprou um peixe congelado e já com um cheirinho de podre.

Esse discurso dos fantasmas faz parte daquele rosário de desculpas que a gestão Ricardo Coutinho usou para estereotipar o Inferno de Dante.

Com toda teatralidade que lhe é peculiar o secretário de comunicação Nonato Bandeira fez pirotécnica com uma lista de fantasmas exatamente no dia em que três secretários foram convocados na Assembléia para explicar o discurso, as medidas, as demissões.

Após isso, a tal da lista foi entregue impressa ao MPE e, segundo Oswaldo Trigueiro, de lá não saiu para as mãos de ninguém.

“Estamos apurando os fatos para não cometer injustiças”, alfinetou ele, convocando aqueles que se sentirem constrangidos com o nome publicado na revista a ingressarem com uma ação de pedido reparos.

Eu sei que nem sempre sobra tempo para o jornalista apurar com cuidado as denúncias que chegam as suas mãos. Só que neste caso o pessoal da Politika embarcou numa canoa furada por decisão própria.

Custava checar alguns detalhes? Custava ter pescado nos endereços mais pertos se a lista era quente ou fria?

Apesar de a equipe de ter tido um mês para preparar a matéria de capa, o problema é que talvez a redação tenha recebido de última hora e, achando que era quente, entrou numa fria.

A tal lista dos mortos vivos foi armada para fazer cortina de fumaça e afastar para o esquecimento as denúncias que pipocam na mídia contra os desmandos do Coletivo RC.

Como tudo na Nova Paraíba, tem a perna curtíssima.