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Vamos viajar no tempo e avançar quatro semanas e chegar até o dia limite que os tucanos deram a Cássio para ele se definir se vai ou não romper com RC e lançar-se candidato a governador.

Após pressões pela rede social e reverberação na mídia convencional, finalmente Cássio anuncia que convocará o PSDB para uma avaliação da gestão Ricardo Coutinho, avaliação da aliança com o PSB e se o partido deve ou não ter candidatura própria.

Estamos numa segunda feira e a quantidade de flashes precedidos pela vinheta da Globeleza já cria uma clima de Carnaval. O irmão de Ruy “Quebrado” Carneiro, Júnior Belchior, já está à beira de um ataque de nervos e não sabe mais o que dizer a quem lhe pergunta se Cássio rompe.

Finalmente, após longa e angustiante espera, Cássio anuncia para depois da Festa de Momo a tal da reunião tucana e adia para março o que havia prometido para fevereiro.

Júnior “Beato Salú” Belchior pensa em chutar o pau da barraca e anunciar logo o apoio a Veneziano, pois já não acredita em Cássio, mas recebe um telefonema do irmão, pede no delivery da farmácia uma caixa de Lexotan e mergulha, fica off na rede sem ter mais o que dizer  a quem prometeu que Cássio seria candidato, inclusive levando muita gente a apostar em bolões.

O carnaval chega, todo mundo cai na folia e a decisão de Cássio fica para a terceira semana, pois a primeira é carnaval, a segunda será para convocação e contatos e na terceira, finalmente, acontecerá a reunião decisiva.

Já estamos na terceira semana de março e o irmão de Romero, Moacir, primos de Cássio, toma uma cana daquelas lá no Murão e anuncia apoio a Ricardo. Bruno Cunha Lima minimiza e pede que Moacir aguarde o desenrolar da semana com a decisão orificial do PSDB, mas há quem diga que Moacir já sabe o que todos desconfiam.

Em João Pessoa o filho de Cícero, Messinho, confidencia a amigos durante um sarau já debaixo das águas de março no Lovina, que o pai poderá disputar uma vaga de deputado federal ou nem candidato será. 

Chega o grande dia e após dois expedientes de reuniões a portas fechadas na sede do PSDB, Cássio se disponibiliza para uma entrevista coletiva. Ansiedade na sala e a militância gritando palavras de ordem lá fora. Todos a postos para ouvir o que o grande líder tucano tem a dizer e espera-se um discurso messiânico, inclusive com direito a choro e hino nacional.

Cássio aparece e cita o discurso de Ronaldo no Parque do Povo, o pragmatismo que o levou a apoiar Ricardo em 2010 e a conjuntura nacional, onde cita Aécio e Eduardo Campos como grandes aliados.

Júnior Belchior olha no olho de Cássio e esse desvia o olhar. Beato que empunhou a bandeira da candidatura tucana própria, o irmão de Ruy entende tudo e não acredita no que Cássio vai dizer a seguir e nem bem concluiu o pensamento e já vai escutando Cássio dizendo que ficará com Ricardo, mantendo a aliança vitoriosa de 2010.

Lá fora a militância chora, chama Cássio de traidor, vira as costas – a não ser Júnior Belchior, por que sabe que isso significa que o irmão, Ruy, será candidato a senador – e já avisa que com RC não ficará.

Fecha o pano, a imagem cai em fade e a partir daí devemos aguardar as cenas dos próximos capítulos.