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O que acaba com a Paraíba é o complexo de vira-latas, essa coisa de trocar tapas pelas migalhas e esquecer de brigar pelo filé. Nesse episódio da ascensão natural de um paraibano ao topo da Embratur, qualquer Estado estaria comemorando. A Paraíba não. Discute os meios e esquece os fins.

Gilson Lira chegou na presidência da Embratur pela linha de sucessão, pois é vice presidente substituto. Mas, como interino que está, voltará ao seu cargo na diretoria da estatal ainda esta semana, quando outro que une a classe política do seu Estado, será nomeado.

O correto seria que o governador Ricardo Coutinho apelasse a Dilma para que o paraibano fosse mantido. Erroneamente, discute-se hoje quem botou ele lá, quem estaria barganhando para ele ficar, sempre numa linha especulativa que dista léguas da realidade.

Não foi Veneziano quem operou para Gilson assumir a Embratur, mas a conjuntura política do País. Com esse golpe de sorte do destino, deveria a Paraíba se orgulhar daquele talentoso Campinense emprestado ao Governo Federal, ex secretário de desenvolvimento econômico da gestão Veneziano.

Venho aqui encerrar as especulações de que o deputado federal Veneziano tenha emplacado Gilson como moeda de troca pelo voto contra impeachment. Essa tese é, entre outras coisas, oportunista e injusta.

Não procede, mas Veneziano deveria mesmo ter emplacado o novo presidente da Embratur, pois como pode ele deixar de assumir o contraponto natural ao seu maior adversário em Campina, Cássio Cunha Lima?

Como paraibano que torce pela Paraíba faço aqui o meu apelo ao governador, que se posicionou contra o impeachment e refez o caminho de volta à sua origem de esquerda, para que lute para manter Gilson Lira na Embratur, pois quem ganhará são os paraibanos.

Gente, como podemos ficar torcendo contra um conterrâneo nosso ocupar um cargo tão importante no campo em que a Paraíba tem potencial para crescer?