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Não foi só a família do jovem Bruno Ernesto que ficou frustrada com a descoversada de Pâmela Bório na Central de Polícia, onde foi chamada para depor sobre as postagens insinuantes que fez na rede social, ligando o assassinato do jovem ao escândalo Jampa Digital.

Confesso que esperava muito mais da jornalista, que sabe o que ninguém na imprensa paraibana sabe, mas tem medo de contar.

O portal MaisPB trouxe com exclusividade a informação de que a ex-primeira dama prestou depoimento ao delegado Everaldo Barbosa de Medeiros no último dia 19 e nada acrescentou.

A família de Bruno esperava que ela sustentasse o que disse em seu instagram e explicasse os motivos que a levaram a dizer que o assassinato de Bruno estaria ligado ao caso Jampa Digital e que “a justiça tarda, mas não falha”.

De certa forma entendo o medo de Pâmela e sou um dos que comunga da tese de que Bruno Ernesto foi executado como queima de arquivo, provavelmente para não revelar fatos que complicaria a vida de muitas pessoas importantes.

UMA FITA DADA – No jargão do mundo do crime uma fita dada significa que uma ação foi feita sob encomenda. O motorista do grupo que executou Bruno com um tiro na nuca, o tradicional modus operandi de execução, diz na entrevista abaixo que o grupo foi reunido para fazer a tocaia de uma pessoa que estava com muito dinheiro.

Bruno Ernesto estava chegando em casa quando foi abordado pelos seus algozes, jogado na mala do seu próprio carro e levado para um área de Gramame.

Não fizeram saques com o seu cartão de crédito, levaram misteriosamente o seu laptop, que nunca apareceu, e finalizaram o serviço executando-o impiedosamente.

Mas, apesar das evidências, o caso foi rapidamente encerrado como mais um latrocínio.

Os pais de Bruno não devem desistir da busca da verdade, pois a morte do seu filho é um caso misterioso, cheio de furos, repleto de variáveis.

Pâmela Bório não teve coragem, por medo de acabar como Bruno Ernesto, que também sabia muito.

Mas, um dia alguém terá e a casa vai cair.

No Intagram, Pâmela ligou morte de Bruno ao Jampa Digital