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Quarta-feira de cinzas pode ser encarada como o dia da ressaca para quem exagerou no carnaval ou como um dia de reflexão para os que se preparam para a Páscoa. Alguns temas já foram levantados pelo Arcebispo da Paraíba, Dom Aldo Pagotto, como lição de casa durante os quarenta dias de penitência.

O objetivo da igreja com a campanha da Fraternidade 2011 é contribuir para a conscientização das comunidades cristãs e pessoas de boa vontade sobre a gravidade do aquecimento global e das mudanças climáticas.

Já Dom Aldo aproveitou entrevista durante o carnaval para tentar se desfazer de qualquer imagem política e esquentou ainda mais as críticas que vem recebendo. A favor da aliança entre Cássio e Ricardo durante a campanha, ele acredita mesmo que é imparcial, ou finge acreditar.

Apoiado no discurso das causas sociais, Dom Aldo já norteou o cenário político inúmeras vezes. Algumas atitudes desagradaram padres que se tornaram parlamentares,como Luiz Couto e Padre Adelino, já que os proibiu de exercer suas funções sacerdotais e era visto como partidário e tendencioso nas suas decisões. “Isso não quer dizer que agora eu não esteja na retaguarda ou recolhendo as garras. Apenas é uma conclusão de que ainda é muito provinciana a Paraíba. Não sou político partidário, pelo amor de Deus. Sou político no sentido de querer uma sociedade mais incluída. Afinal, eu estou aqui para trabalhar”, afirmou Dom Aldo na entrevista.

Esquecendo de citar o aquecimento global, o arcebispo atacou o Bolsa Família, o que considerou um programa que pode perpetuar a dependência do mais pobre ao Estado. Mas amenizou em seguida dizendo que o governo pegou uma cama de gato montada e que as coisas vão mudar.

A quaresma pode estar iniciando agora, mas o sacrifício do pobre dura muito mais que quarenta dias. O que ninguém quer ver é uma igreja corrompida por favores obscuros.