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A máxima de que Luciano Agra é um excelente técnico foi produzida e implantada pela imprensa ricardista no período em que Luciano precisou assumir a prefeitura de João Pessoa para que Ricardo Coutinho disputasse o Governo do Estado.

Insistentemente foi publicado sobre a capacidade técnica de Luciano, o discurso de vereadores da base aliada, deputados e tudo quanto era de babão repetia o mesmo aos quatro cantos para não macular ainda mais a imagem da prefeitura da capital e nem atrapalhar os plano de Ricardo de chegar ao Palácio da Redenção.

Quando a história foi aceita como verdade e o prefeito Luciano começou a caminhar com as próprias pernas, crescer junto a sociedade e ser aclamado como futuro prefeito de mandato próprio a história começou a mudar.

Na constelação de estrelas do PSB só uma tem direito a brilhar. Agra passou a ser uma ameaça e foi gentilmente convidado a renunciar sua candidatura. Não foi vontade própria, foi imposição.

O prefeito depois disso ficou insatisfeito. Quis mostrar que não era apenas um fantoche, trocou o secretariado a bel prazer e teve de voltar atrás. Tomou medidas a frente da prefeitura e teve de voltar atrás.

No caso da “Indústria da Multa”, Luciano sofreu pressão não só dentro do PSB, mas dos próprios partidos e parlamentares que compõem sua base. E teve que voltar atrás.

Com tantas idas e voltas a imagem de Agra caiu na lama. Talvez intencionalmente ou não. Agora ele só é tido como bom técnico em jogar ioiô.

Há quem diga que hoje Luciano não tem o poder para comprar nem sequer um saco de copos descartáveis para seu gabinete se não tiver a rubrica do Governo do Estado como aprovação.

Preterido da disputa eleitoral, sem poder para nada e sem o destaque para sua capacidade técnica (pelas vistas do PSB parece que Luciano perdeu suas aptidões), o prefeito da capital vai deixar o gabinete com o estereótipo de maior pau mandato da política pessoense.