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Não precisa ser gênio para concluir que os ônibus incendiados no Valentina fazem parte de um quebra cabeça com recado direto para o Coronel Sousa Neto, comandante do batalhão daquela região.

Operoso, o militar tem se destacado e concedido entrevistas sem prévia autorização.

O êxito de Sousa Neto é uma afronta ao fiasco de atuação dos demais comandantes, inclusive um afronta maior ainda ao Coronel Euller Chaves, comandante geral da PM.

Bandidos não andam por aí com gasolina a tira colo premeditando tocar fogo em ônibus. Aliás, bandido que se preze não se passa a roubar gente humilde e mixarias de cobrador. Estoura caixas eletrônicos.

O que aconteceu no Valentina foi outra coisa e a descoberta pode botar toda cúpula da segurança pública em xeque-mate e o governador em xeque.

A quem interessa tanta violência e porque enquanto o governador discursava numa audiência pública no Geisel sobre shopping os “bandidos” tocaram fogo em mais um ônibus?

Elementar. Violência e shopping são coisas interligadas, pois quanto mais violência nas ruas, mais as pessoas e comerciantes correm para dentro de um shopping. 

E esse shopping é tão bacana que vai bancar um complexo policial espetacular. A violência é grande e quanto mais violência, mais shopping. Essa é a lógica. A violência é o queijo, o shopping a ratoeira e nós os ratos…querendo roer migalhas.

Como cantava Cazuza: ” Transformam o país inteiro num puteiro, pois assim se ganha mais dinheiro…”

A pergunta é: de onde partiu a ordem para incendiar os dois ônibus?

O Governo RC está em parafuso.