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Apesar das reverberações do resultado do segundo turno ainda dominarem as postagens nas redes sociais e o noticiário da mídia, movimentações macro estratégicas me chamam a atenção nesta semana pós eleição.

A derrubada na Câmara do projeto que criava os conselhos populares e a retomada da discussão que objetiva o controle da mídia, são movimentações de quem, por um lado, quer evitar o aparelhamento do estado, e de outro de quem quer aparelhar e atacar a liberdade de imprensa.

E agora vem a notícia de que aquele projeto que amplia de 70 para 75 o tempo limite para aposentadoria de ministros do STF, aprovado no Senado e que dorme na Câmara poderá ser, finalmente, posto em votação nos próximos dias.

Percebo que os vencedores da eleição presidencial se apressam em colocar no centro das discussões temas polêmicos e isso me parece um grande equívoco, pois manterá o palanque armado.

O argumento do contraponto ao desejo petista de obter uma hegemonia mais firme em todos os setores é que estar em marcha uma estalinização ( ou chavismo) do sistema, pois os conselhos populares dispensam a figura do interlocutor  parlamentar e deixa a conversa direta entre o estado e o cidadão, o que poderá facilitar no futuro um golpe de estado.

CONTROLE DA MÍDIA

No que se refere ao que chamam de marco regulatória da mídia, sou contra qualquer atitude que tolha a liberdade de imprensa e aguentar o contraponto faz parte do jogo democrático, pois o PT ascendeu à Presidência batendo pesado nas classe dominantes da época. E porque também não quer aguentar a pressão da mídia? Gestão pública sem a imprensa para fiscalizar e denunciar desmandos corre frouxa e isso a sociedade não aceitará.

E o que tem a ver com essa discussão mudar de 70 para 75 a o tempo da aposentadoria dos ministros do STF? É que pela regra atual cinco completarão 70 anos nos próximos quatro anos e diante dos sinais emitidos analistas acham temerário deixar nas mãos de Dilma a nomeação dos cinco, pois, em tese, assim a esquerda teria controle total sobre a mais alta corte.

Exageros, golpismos de direita ou esquerda? O tempo revelará a verdade e quem tem razão. 

Nasci e me criei debaixo de uma ditadura de direita e não gostaria de experimentar uma de esquerda, pois os métodos são semelhantes by Josef Stalin na União Soviética ou de Hugo Chaves na Venezuela.