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Há um predestinamento rondando o mapa astral do cidadão Ricardo Coutinho e se eu disser que ele recebe influências sobrenaturais os fanáticos do Coletivo RC vão emendar que ele é a reencarnação do messias previsto nas profecias de Dom Bosco, e os desafetos vão afirmar que ele fez sim o tal pacto com as forças ocultas, conforme havíamos anunciado na campanha.

Sujeito de sorte, ele disputou a Prefeitura contra um Ruy Carneiro antipático e, na dúvida para eleger o menos arrogante, o eleitor pessoense, naturalmente apático, cravou seu voto em Ricardo, o novo.

Eleito, deitou e rolou no flanco deixado por um Cícero Lucena mergulhado, após os episódios da Confraria.

Sujeito de mais sorte ainda, entrou no vácuo da cassação de Cássio e dele se tornou instrumento de vingança. Alguém aí acredita que Ricardo teria vencido a eleição se não fosse à capacidade de mobilização do ex-governador?

Eleito, avança célere para dominar a cena política favorecido por uma conjuntura que faz Maranhão enfiar-se debaixo dos lençóis ao invés de contrapor seus ataques, e ainda mantém como refém um Cássio shakespeariano que vive o drama do ser ou não ser elegível, e um Veneziano taxiando no aguardo de uma liberação do TRE para poder definir plano de vôo.

Para completar, o destino parece conspirar ainda mais a favor de sua predestinação quando deixa aos seus pés agentes fiscalizadores como a OAB e o MP.

Releiam tudo que este blogueiro escreveu, inclusive o que parece absurdo ou realismo fantástico, como é o caso das estátuas em homenagem a entidades paranormais, e decifrem figuras etéreas influenciando o jogo entre o bem e o mal.  

Quem providência pista livre para Ricardo decolar? Deus, o diabo ou os omissos?

Façamos avaliações menos maniqueístas e observemos com mais atenção seus últimos atos. Ele quer ir além do que se imagina e sonha em ser um novo Lula e cabe aos paraibanos exportá-lo ou implodi-lo.

O calcanhar de Aquiles do Projeto RC está entre a compra da Fazenda Cuiá e a doação do terreno da Acadepol a Roberto Santiago. Ele vai tercerizar o Trauma e tudo mais que lhe der na telha.

Dois pesos, duas medidas. Duas faces de uma liderança dúbia, mas que tem retórica capaz de manter os movimentos sociais algemados e parte da população anestesiada.

Ricardo é a regra, quem remar contra é a exceção.