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Imaginemos que a decisão do ministro Marcos Aurélio Melo prospere e o vice presidente Michel Temer seja, assim como a presidenta Dilma, submetido a analise de uma comissão para decidir se aceitam ou não o pedido de impeachment contra ele.

Sentindo o fogaréu chegando ao seu hipotético futuro presidente da República, o PMDB deduziria que já não seria o maior beneficiado pós impedimento de Dilma e teria que usar toda a sua retórica para buscar na base governista os votos necessários à manutenção do mandato de Temer.

O danado é que, no jogo da barganha tão natural em Brasília, o PT cobraria reciprocidade e, trocando em miúdos, isso significaria o PMDB votar contra o impeachment de Dilma no Plenário ou talvez lá no senado, dependendo em que fase os interesses de ambos voltarão a se cruzar.

Pensa que a conjectura acima é delírio? Pode realmente acontecer, caso Eduardo Cunha não recorra da decisão de Marcos Aurélio, que determinou que o presidente da Câmara aceite e dê prosseguimento ao pedido de impeachment contra Temer – psiu! Apresentado por advogado mineiro – ou que, mesmo recorrendo, o Pleno do STF acate a decisão.

É o tal do feitiço se voltando contra o feiticeiro e o golpe dentro do golpe, desta vez aplicado pelo PSDB para impedir a chegada do PMDB ao topo da cadeia alimentar e forçar a realização de novas eleições.

Com dois caixões a caminho do cemitério só restará a PT e PMDB firmarem um pacto de sobrevivência.