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A corrupção tem muitos disfarces e os corruptos se reciclam para manter fluindo o duto que faz transfusão do cofre público para o particular.

Confesso que não tenho notícia de tanto escândalo e nem de tanta evidência esnobada pelo Ministério Público aqui na pequenina e surrupiada Paraíba.

Ser jornalista nos dias de hoje é escrever na água e arremessar palavras ao vento. As autoridades estão surdas ou com o rabo preso às conveniências de convivência e troca de balas?

Se a mesma secretaria de Educação da PMJP é alvo de várias denúncias e nenhuma delas leva a lugar nenhum nós é quem somos os mentirosos detratores, e os suspeitos homens e mulheres acima de qualquer suspeita, munidos de advogados ardilosos que logo metem mais um processo em nossa coleção.

Ali já denunciamos superfaturamento na área de informática e fizeram uma troca dentro da mesma família para abafar e evitar “se me detonarem eu digo o que vocês fizeram no verão passado”.

Por lá investigamos também a merenda, denunciamos e o Fantástico da Rede Globo constatou indícios de maracutáias na terceirização com a tal da SP Alimentação, mas parou por aí e ninguém foi preso.

Outro dia passou por aquela pasta mais de 20 milhões para a implantação de um “guarda chuva digital” que levaria internet wireless à orla de João Pessoa; o dinheiro sumiu e ninguém consegue se conectar a rede.

Agora o empresário do ramo de livros grava um vídeo de 12 minutos acusando o irmão do prefeito, Corilanno Coutinho(foto), de chefiar um esquema de lavagem e caixa dois, o Corilanoduto, e deve ficar por isso mesmo.

No site MaisPB, de propriedade de Heron Cid, apresentador do Correio Debate, um colunista cria um link entre o escândalo dos livros relatado em Época, onde sumiu 2,3 milhões, e uma dispensa de licitação para aquisição de livros indígenas pela fábula de 11 milhões, que agora envolve diretamente o governo Ricardo Coutinho.

Nosso blog também já tocou nessa tecla e alertou as autoridades para o fato de que outras editoras paraibanas detinham esses títulos e que o princípio da inexigibilidade não poderia ter sido aplicado.

Uma nova ação para formar caixa de campanha poderá se esconder nas entrelinhas dessa operação e mesmo assim não vejo o empenho do Ministério Público, Polícia Federal, FOCO, OAB e outros vigilantes dos bons costumes para coibir no nascedouro mais uma safadeza.

Clique aqui e leia a coluna de Júnior Gurgel no MaisPB e entenda em detalhes o que liga o sumiço dos 2,3 milhões denunciados por Daniel Gonçalves aos 11 milhões dessa nova pilantragem política.

O cinismo do governador fingindo que não é com ele e a pressa da SECOM em desqualificar a denúncia, atribuindo tudo a um problema entre sócios, me leva a crêr que o cidadão que atende pelo nome de Pietro Harley Felix, apontado por Daniel como o cara que sacou o dinheiro lá em Santa Luzia e Taperoá (?), vai para o paredão.

Das duas, uma: ele abre o bico e lava a roupa suja dessa lavanderia ou assume sozinho para livrar a cara do Coletivo.