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Bastou o Conselho de Defesa dos Direitos Humanos na Paraíba protocolar o pedido de federalização de quatro casos obscuros e insolúveis para o secretário de Segurança Cláudio Lima vir à público dizer que tem pistas de quem matou Rebeca, que foi um policial e que ele tem 40 anos.

Acontece que o CDDH é um Conselho com assento oficial na politica de Segurança Pública do Estado, os conselheirros são indicados pela OAB e MP, e lá naquela instância tem alertado e clamado pela elucidação, desengavetamento e mudança de rota em alguns casos ditos elucidados.

Nesse Conselho o próprio secretário Cláudio Lima tem assento, mas não escuta os apelos e só agora, após o pedido de federalização dos Casos Bruno Ernesto, Rebeca, Sebastian e Adriana, é que ele se movimentou para remediar e evitar no gogó a federalização.

Se Cláudio Lima sabe quem matou o radialista Ivanildo Viana, como prometeu já por duas vezes revelar, que revele logo e diminua o sofrimento dos familiares do radialista.

Se Cláudio Lima sabe quem matou Rebeca, que apresente o autor logo e acabe com o mistério que ronda a morte dessa jovem. Mas, há quem diga que tem gente desviando as investigações com pistas falsas para afastar cada vez mais a verdade, da imprensa.

O CDDH tem dito que o caso Sebastian e o de Bruno são muito parecidos e foram queima de arquivos. A matéria de capa do Jornal da Paraíba do último domingo pergunta o que os casos federalizados tem em comum e a conselheira do CDDH Laura Berquó protocolou denúncia na PF afirmando que Sebastian foi vítima de uma armação, pois teria descoberto que o grupo político que trabalhava em Queimadas estava ligado ao crime organizado e, ao tentar sair, foi executado como queima de arquivo.

CORIOLANO COUTINHO E PIETRO ARLEY – Num trecho da denúncia Laura afirma em seu relatório que Sebastian caiu numa cilada e foi acusado injustamente de ter praticado um assalto numa fazenda onde estavam, entre outras pessoas, o irmão do governador, Coriolano Coutinho, e Pietro Arley, aquele acusado por Daniel Cosme na Revista Época pelo escândalo dos livros supostamente para fazer caixa para a campanha de RC em 2010, e ainda afirma que Cláudio Lima teria dito para dona Maria Edilene, mãe de Sebastian, “que a ordem para perseguir seu filho como um dos apontados no suposto assalto partiu do Palácio do Governo”.

Abaixo a denúncia do CDDH:

O CONSELHO ESTADUAL DE DIREITOS HUMANOS DO ESTADO DA PARAÍBA – CEDHPB, por meio da sua Conselheira in fine assinada, vem requerer a Vossa Excelência, informações sobre o pedido de instauração de inquérito policial para a investigação de crimes cometidos por quadrilhas no Município de Queimadas – PB que sejam da competência da Polícia Federal, que culminou na morte do jovem Sebastian Ribeiro Coutinho, assassinado em 28/29.06.2013 e que trabalhou na campanha para a reeleição do então Prefeito Constitucional de Queimadas,Sr. Carlinhos de Tião, em 2012, conforme já relatado por esta Conselheira e pelo Conselheiro Marinho Mendes Machado no Ofício /CEDHPB n.º 80,datado de 04 de dezembro de 2014.

Junta cópia ainda de dois termos de depoimento, um do Sr. Sebastião Ribeiro Coutinho, pai de Sebastian, em que declara que o filho estava ameaçado de morte pelo Sr. José Ricardo de Sousa Rego, vulgo Preá, apontado no ofício anterior como suspeito das explosões a bancos no Estado da Paraíba, cujo esquema consiste dentre outras coisas para arrecadar recursos para campanhas eleitorais.

Ainda, vem informar que a Polícia Civil do Estado da Paraíba tenta criminalizar e com isso revitimiza Sebastian Ribeiro Coutinho, apontando-o como um dos assaltantes em suposto assalto realizado na granja de propriedade dos Lucena na cidade de Queimadas, tendo como supostas vítimas no Inquérito Policial/Processo Criminal n.º 0002424-37.2013.815.0981:

1. Rômulo Lucena de Araújo;
2. Ricardo Lucena de Araújo;
3. José Renan Cordeiro de Lucena;
4. Ronaldo Lucena de Araújo;
5. Pietro Arley Dantas Félix;
6. Flavio Ricardo Dias Silva;
7. Marcelo Dias Silva.

Pois bem. O que não consta nos autos do inquérito é que mais pessoas teriam sido vítimas do suposto assalto, dentre eles o irmão do Governador Ricardo Vieira Coutinho, Sr. Coriolano Coutinho. Estas informações foram encaminhadas ao Governador do Estado da Paraíba, após a genitora de Sebastian Ribeiro Coutinho, Dona Maria Edilene de Oliveira, prestar declarações ao CEDHPB que seguem em anexo. O problema é que após esse suposto assalto, o jovem Sebastian Ribeiro Coutinho passou a ser perseguido pela Polícia Civil na pessoa do Delegado Marcos Paulo Vilela, após ligação do Senhor Secretário de Segurança Pública, Sr. Cláudio Coelho Lima e por José Ricardo de Sousa Rego, vulgo Preá, e segundo comentários de pessoas da cidade de Queimadas e Bananeiras e de Delegados da própria Policia Civil da Paraíba, ser o responsável pelas explosões a banco no Estado da Paraíba. O Sr. Preá é cunhado de Ricardo Lucena de Araújo, este chefe do pistoleiro Ailton Kabatã, que trabalhava como vigia e segurança, e foi um dos presos pela morte de Sebastian.

O próprio Sr. Cláudio Lima disse a Dona Maria Edilene que a ordem para perseguir seu filho como um dos apontados no suposto assalto partiu do Palácio do Governo. Depois entendemos o porquê. O Sr. Coriolano Coutinho estava presente no suposto assalto. Se o Sr. Superintendente perceber, todas as vítimas do suposto assalto nos autos do inquérito acima são parentes, com exceção do Sr. Pietro Arley Dantas Félix. Ocorre que este Sr. Pietro Arley é apontado por pessoas que não quiseram se identificar como sócio oficioso do Sr. Coriolano Coutinho em licitações que acontecem em Prefeituras do Estado da Paraíba, tendo sido inclusive noticiado na imprensa nacional, mais precisamente no veículo Revista Época, em matéria datada de 11.11.2011 (http://revistaepoca.globo.com/…/doze-minutos-de-denuncias.h…), informa que o Sr. Pietro Arley teria vencido licitação para fornecer livros para a Prefeitura Municipal de João Pessoa que não foram entregues e que o dinheiro teria sido desviado para a campanha a Governador em 2010 do Sr. Ricardo Vieira Coutinho, segundo denúncias do vencedor do certame, Sr. Daniel Cosme Guimarães Gonçalves e aponta o Sr. Coriolano Coutinho como um dos cúmplices no desvio de verba. O Sr. Pietro Arley teria várias procurações para representar empresas em certames do tipo, tendo ocorrido fato semelhante na Prefeitura de Queimadas quando o Sr. Calinhos de Tião, irmão de Preá, do Deputado Doda de Tião e da esposa do Sr. Ricardo Lucena Araújo, Sr. Socorro Rego Lucena. Os livros não teriam sido entregues à Prefeitura de Queimadas com a vitória do mandante (no sentido de parte do contrato de mandato) doSr. Pietro Arley Dantas Félix.

É fato notório que Sebastian Ribeiro Coutinho sabia demais sobre os negócios escusos do grupo Tião e Lucena e que é prática corrente quadrilhas especializadas inventarem assaltos ou imputar a pessoas inocentes a prática de crimes contra o patrimônio para justificar todas as formas de perseguição por parte dos algozes. Será que Sebastian Ribeiro Coutinho além de ter conhecimento dos crimes já denunciados em ofício anterior, também sabia algo sobre as tais licitações promovidas durante a gestão do então prefeito Carlinhos de Tião?

Por esta razão, requer a investigação de suposta irregularidade em licitações públicas no município de Queimadas, tendo como mandatários dos vencedores o Sr. Pietro Arley Dantas Félix e qual a relação destes fatos com a morte de Sebastian Ribeiro Coutinho.
Termos em que,
Pede Deferimento.

João Pessoa, 09 de julho de 2015.

Laura Taddei A P P Berquó
1ª Secretaria – CEDHPB