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Alguém vai ter que ter a coragem de dizer que o propalado estremecimento entre o governador Ricardo Coutinho e o senador Cássio Cunha Lima é apenas um jogo de empurra entre eles e que não vão romper, pois as convergencias são maiores que as divergências. 

É mesquinho da parte de Cássio alimentar a esperança de um eleitorado que lhe segue fazendo-o acreditar que será candidato, quando na verdade já decidiu pelo apoiamento à reeleição de RC.

O que vimos ontem no TCE foi mais do que a confirmação de que essa aliança não rompe. O tio de Cássio, Fernando Catão, tripudiou sobre o relatório do MP, que pedia rejeição das contas do exercício 2012 apontando várias e graves irregularidade. O outro parente, Arthur Cunha Lima, mordeu para depois assoprar e foi um advogado de defesa do governo e Nominando Diniz quase propôs um voto de aplauso a sua excelência. Eu sei que o TCE nunca rejeitou contas de um governador, mas custava ser mais severo diante de tantas evidências? 

Pela internet éramos levados a acreditar que o clima era de pré disposição para a rejeição das contas, mas quem estava no plenário percebia que a equipe de RC estava tranquila e talvez até já soubesse do resultado, pois até gente jogando pelo Ipad tinha.

Alguém vai me perguntar o que o TCE tem a ver com a relação Cássio/RC? E digo que tudo. A família Cunha Lima teve a faca e o queijo na mão para impor um duro revés ao governador e com um julgamento justo e que só precisava seguir o relatório do Ministério Público ou até quem sabe fazer um jogo de cena e promover uma aprovação com votos contrários, mas não foi isto que vimos e as contas foram aprovadas por unanimidade. 

Diante das evidências,  chegou a hora de o senador a Cássio parar de brincar com os paraibanos e abreviar uma decisão que já tomou e que na verdade nunca houve dúvida.

Cássio vai pedir ao seu eleitor que vote em Ricardo. Se vai transferir votos como em 2010 já é outra coisa. Mas, essa expectativa em torno da candidatura poderá lhe custar muito caro.