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Se o juiz Sérgio Moro e o Procurador Geral da República Rodrigo Janot resolverem estudar a evolução patrimonial do deputado federal Aguinaldo Ribeiro, do PP, investigado na Operação Lava Jato, entre a ascensão ao Ministério das Cidades e o dia de hoje, vão ficar estupefatos.

Quando Aguinaldo estava para assumir o ministério a Folha de São Paulo mandou repórter aqui fuçar o patrimônio do ministeriável e descobriu algumas rádios em nome de um laranja que é filho do seu motorista.

Hoje a Folha precisaria de mais páginas adicionais para a matéria, pois o gênio multiplicou seus bens e agregou ao que chama de seu imóveis alugados a bancos oficiais, condomínios horizontais, novas emissoras e o suntuoso Empório San Patrick, na estrada de Cabedelo, templo da grã-finagem tupiniquim.

Quanto vale? Uma fonte me garante que o antigo dono queimou cerca de cinco milhões na obra e que no acabamento gastou tanto que sofreu um AVC e despertou a desconfiança do mercado para a saúde financeira.

Pego o San Patrick como exemplo do arrojo dos investimentos recentes do deputado, pois é o que está à mostra e a poucos quilômetros da sede da Polícia Federal em João Pessoa.

A fórmula de crescimento vertical e horizontal do deputado é tão rara e procurada como o Santo Graal e a alquimia que transforma pedra em ouro.

“Ungido”, tudo que o deputado toca parece virar ouro e a preço de hoje é um dos homens mais ricos da Paraíba.

Merece ser estudado e recomendado para honnoris causa em qualquer faculdade de economia do mundo.