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Ser coxinha na Paraíba é mais difícil do que ser coxinha em São Paulo. Lá, com o governo sendo tocado por um tucano, Geraldo Alckmin, tudo fica mais fácil e o ódio aos nordestinos mais evidenciado, pois São Paulo tem certeza que a culpa pela vitória de Dilma foi do Nordeste.

Coxinha aqui na Paraíba é juntar o que a foto do Busto de Tamandaré flagrou ontem Meia dúzia de coxinhas pingados, como os senhores podem confirmar.

Falo coxinha para tirar onda com a cara dessa turma sem ideologia que não conhece a história recente do Brasil e defende a volta da ditadura.

Gente que se agrupou ontem em frente ao Grupamento de Engenharia e Construção, comando das Forças Armadas na Paraíba, e que anda fula de raiva por que o Aécio não venceu a eleição. E se não venceu, querem melar por medo de depois de Dilma voltar o Lula e completarem 20 anos sem ter um peito pra mamar.

Se em primeiro de abril de 1964 os coxinhas de hoje existissem teriam saído às ruas numa passeata da TFP, jogado rosas nos tanques de guerra e aplaudido a tortura e expulsão de brasileiros que defendiam a democracia e o estado de direito.

O PT, meus amigos, não é o partido mais sério do mundo e se alguns capitularam e viraram corruptos ao menos tiveram a decência mínima de dividir o roubo com milhões de brasileiros que passaram a fazer três refeições por dia no programa Fome Zero e que tiveram uma chance no Bolsa Família, FIES e tantos outros programas sociais.

Antes do PT, todo mundo roubava e isso remonta ao descobrimento em 1500. Depois do PT, todo mundo continuará roubando. A diferença é que, meio Robin Hood, o PT divide o produto do furto.

De barriga cheia e os filhos se formando a massa agora vai botar o PT no canto parede e dizer: vamos avançar e, ao invés de roubar, vamos produzir um Brasil com fair play.