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A Ação de Investigação Judicial Eleitoral ( AIJE), que o governador Ricardo Coutinho e sua coligação impetraram contra jornalistas e dirigentes de veículos de comunicação, é uma aberração jurídica e tentativa de cercear a liberdade de imprensa coagindo, ameaçando, amedrontando.

Desde que fui notificado para me defender, fiquei curioso para saber de onde partiu, quem inspirou, quem vislumbrou no pedido de investigação com reforço de liminar para tirar do ar e de circulação mais de uma dezena de veículos por três dias, uma estratégia para engessar a imprensa.

O(s) formatador(es) dessa AIJE sabiam onde queriam chegar, o que atingir a curto, médio e longo prazo. Queriam um buraco negro entre a sexta e o final do domingo da eleição e o enquadramento, via judicialização, de jornalistas estratégicos.

NOME DO IDEALIZADOR VAZOU

Achei que tinha partido do advogado Marcelo Weick, mas não foi dele a ideia. Deduzi que o Procurador Geral do Estado, Gilberto Carneiro, tinha formatado, mas uma fonte me conta que ele participou e Weick também, mas a inspiração não partiu deles.

Quem arquitetou tudo foi, para minha surpresa, o jornalista Luís Torres, secretário de Comunicação, até então uma pessoa que merecia o meu respeito por manter-se no limite entre ser jornalista e ser secretário. E quem me contou tudo foi uma fonte que discordou do modus operandi.

Luís monitorou osa imprensa e chegou a preparar uma ofensiva nacional contra os colegas de batente, através de uma revista de circulação nacional, a Veja, que gorou pela tese infundada e esdrúxula.

O Índio, como é mais conhecido, queria desmoralizar todo mundo com o argumento de que havia uma teoria da conspiração e que todos tinham se juntado num plano para inviabilizar a reeleição do governador, como se as denúncias publicadas não correspondessem aos fatos.

TORRES EMPENHOU SETE MILHÕES EM AGOSTO

Inspirador e defensor ardoroso dessa AIJE contra os jornalistas, Luís Torres acabou se esquecendo de fazer o dever de casa e ordenou o empenho e pagamento de 7 milhões de reais em período vedado, conforme perícia do TCE, e acabou ele mesmo gerando um problemão para o governador que defende com tanto zelo e para suas próprias contas lá na frente.

Ontem, após receber a confirmação de que foi ele mesmo, liguei para o secretário para chamá-lo de canalha, mas antevendo ele não atendeu. Perdeu o meu respeito.