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Pela 3ª vez em 7 dias, Brasil bate recorde de mortes por Covid-19 em 24h: 1.840 brasileiros perderam a luta contra a doença. Diariamente, enterramos as vítimas desta tragédia que em nada afeta o governo federal. Bolsonaro, ao invés de buscar soluções concretas para salvar o povo brasileiro, como a adoção de medidas restritivas e a aquisição de vacinas, segue seus devaneios em busca de medicamentos comprovadamente ineficazes.

Nas últimas 24h, o Brasil superou os EUA em número de novas infecções pelo novo coronavírus. O maior número de casos confirmados a nível mundial. Hospitais do país estão com 100% dos leitos ocupados. Variantes cada vez mais transmissíveis. Estamos vivenciando o caos.

EDITORIAL:

Mil 800 e 40 mortos.
Hospitais, como o HU em João Pessoa, com cem por cento dos leitos de UTIs ocupados.
Pessoas morrendo por falta de atendimento.
Em um dia de pandemia como o de ontem, é normal supor que o Governo estaria se mobilizando para enfrentar a tragédia.
Suposição errada.
No dia mais letal, o presidente Jair Bolsonaro foi enfático.
Se depender dele, os cientistas vão ficar gritando sozinhos pela necessidade de fechamento do país.
O presidente disse, abre aspas:
“No que depender de mim, não tem lockdown nunca, jamais”.
Depois da cloroquina, a aposta de Bolsonaro segue não sendo a vacina. E sim um spray de Israel, que ele diz ser milagroso, mas que só foi testado em 30 pessoas e nem mesmo Israel aposta no medicamento.
Como nem tudo depende do louco de plantão, diversas cidades do país endurecem as restrições para conter o vírus.
Em João Pessoa, equipes da vigilância sanitária intensificam fiscalização nos bairros com maiores índices de contaminação. Pelo menos 32 pessoas foram presas por descumprir os protocolos de saúde.
Mas é preciso fazer mais.
Ou vamos seguir enterrando dois mil brasileiros todos os dias.
Gente que nos fará muita falta, como o professor Luiz Júnior, mais uma vítima dessa tragédia.