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Em meio as denúncias de corrupção e nepotismo que envolvem a gestão do prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSD), os servidores públicos (concursados) de Campina Grande não tem muito a comemorar nesta segunda-feira (28), Dia do Servidor Público, pois denunciam falta de estrutura e salários atrasados. Segundo levantamentos feitos no Sagres, do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PB) o gestor vem desde janeiro deste ano de 2019, até o mês de junho, aumentando o número de comissionados e pessoas contratadas por excepcional necessidade. Em junho a PMCG já apresentava exatos 7.666 pessoas contratadas sem concurso que custaram aos cofres públicos neste referido mês R$ 11.370.847,60. Até marco desde ano eram 7.215 servidores sem concurso o que representa um aumento de 451 pessoas.

Segundo o Sagres, estes 7.666 servidores estão divididos entre (comissionados e pessoas contratadas por excepcional necessidade), em pastas como a PMCG, o Fundo Municipal de Saúde, o Fundo Municipal de Assistência Social, a STTP, Urbema, AMDE e IPSEM, que tem recursos próprios. Ambos podem ser vistos no link do TCE-PB: https://sagres.tce.pb.gov.br/municipio_index.php

Enquanto isso servidores da saúde paralisaram recentemente suas atividades alegando o não cumprimento da data-base e do Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR); além de atrasos no pagamento da Gratificação de Incentivo ao Trabalho (GIT) e condições de trabalho, extremamente precárias. Veja mais: https://sintab.org.br/servidores-da-saude-de-campina-paralisam-e-cobram-solucao-para-os-problemas-que-afetam-categoria/

Atualmente menos 12 parentes de vereadores e de pessoas ligadas ao alto escalão político de Campina Grande estão inseridos na folha de pessoal do município com gordos salários. Os vencimentos chegam a passar de R$ 14 mil. Veja mais: https://www.clickpb.com.br/politica/denuncia-aponta-parentes-de-vereadores-e-aliados-em-cargos-comissionados-na-prefeitura-de-cg-255788.html

Dentre os parentes identificados estão a esposa do deputado estadual Moacir Rodrigues e cunhada do prefeito Romero Rodrigues. Giovanna Karla Barros Fernandes do Carmo lotada no Gabinete do prefeito com salário de R$ 14.196. Também consta na folha da PMCG Betânia Ligia de Araújo, tia da primeira dama, esposa do gestor em questão, que exerce o cargo de provimento em comissão de Gerente da Vigilância Sanitária. Outra parente direta é a Sra. Carine Moura, irmã da primeira dama do município, Micheline Rodrigues, ocupando o cargo de Gerente de Abastecimento Farmacêutico da Secretaria de Saúde de Campina Grande – PB, cargo em provimento de comissão. Confira mais: http://blogs.jornaldaparaiba.com.br/plenopoder/2019/10/28/no-dia-do-servidor-publico-municipios-da-paraiba-tem-quase-55-mil-com-contratos-precarios/

Também estão ocupando cargos na PMCG esposas, filhos e filhas e primos de vários aliados do prefeito Romero Rodrigues. Veja mais: http://www.caririemacao.com/1/2018/07/16/prefeito-romero-rodrigues-e-denunciado-por-empregar-parentes-com-altos-salarios-na-prefeitura-de-campina/

Parentes também do ex-senador Cássio Cunha Lima, primo do prefeito, ocupam diversos cargos na gestão como Germana Cunha Lima, que é prima do senador, ganhando R$ 5,8 mil. Veja mais detalhes: http://blogdodiegolima.com.br/2018/01/08/parentes-e-aliados-de-cassio-recebem-altos-salarios-da-pmcg/

Operação Famintos
A mais recente denúncia contra o prefeito de Campina, recai sobre a ‘Operação Famintos’, as investigações foram iniciadas a partir de representação autuada no MPF, que relatou a ocorrência de irregularidades em licitações na Prefeitura de Campina Grande (PB), mediante a contratação de empresas “de fachada”. Com o aprofundamento dos trabalhos pelos órgãos parceiros, constatou-se que desde 2013 ocorreram contratos sucessivos, que atingiram um montante pago de R$ 25 milhões. A CGU, durante auditoria realizada para avaliar a execução do PNAE no município, detectou um prejuízo de cerca de R$ 2,3 milhões, decorrentes de pagamentos por serviços não prestados ou aquisições de gêneros alimentícios em duplicidade no período de janeiro de 2018 a março de 2019. Em nota, a prefeitura de Campina Grande afirmou que a distribuição da merenda escolar no município atende a todos os padrões de excelência.

Redação