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Em artigo, a senadora Nilda Gondim reitera seu ‘NÃO’ a privatização da Eletrobras, estatal gigante do setor elétrico que saíra das mãos dos brasileiros para ser entregue ao mercado internacional, por preço desconhecido. A parlamentar se mostra com a consciência tranquila pois travou a batalha pelo lado certo da história, afirmando que jamais pactuará com negociações não republicanas – se referindo a toda a operação de desestatização da companhia elétrica, a qual julga, no mínimo estranha.

Leia o artigo na íntegra:

Eu disse não

Fomos votos vencidos – lamentavelmente por muito pouco (42 sins; 37 nãos).
A Eletrobrás, a gigante do setor elétrico, estratégica para o futuro do país, está prestes a ser arrancada dos brasileiros.
Deixando de ser patrimônio do nosso povo.
Não estamos abrindo mão de pouca coisa:
A Eletrobrás é uma empresa enxuta e saudável, que gerou 30 bilhões de reais nos últimos três anos, com fôlego financeiro para operacionalizar investimentos na infraestrutura elétrica do pais.
Sem dúvida, um dos ativos mais estratégicos da soberania nacional.
Não poderia, portanto, agir diferente:
À essa irresponsabilidade catastrófica, disse não.
Direi quantas vezes forem necessárias, através do meu voto no Senado Federal.
E ainda que a iminência da derrota seja amarga (a Medida Provisória será votada de novo na Câmara Federal), a consciência de que travo essa batalha do lado certo do balcão é reconfortante.
Jamais pactuarei com negociações não republicanas.
Nem ajudarei os jabutis a subirem na espinha dorsal dos brasileiros.
Pois eles farão estrago no nosso bolso nos próximos anos, impactando o custo da geração e distribuição de energia – com reflexos diretos na conta de luz dos consumidores.
Para se ter noção do que está em curso, é preciso revelar que a entrega da Eletrobrás ocorre sem que se saiba sequer quanto será pago por ela.
A operação – toda ela – é absurda e estranha (para dizer o mínimo).
Levada a termo por recurso inconstitucional (Medida Provisória), sem debate público e com muito açodamento.
Lembra a estratégia da porteira aberta para passar a boiada do desastre enquanto o país está mergulhado no caos trágico da pandemia.
Nada, porém, escapa aos olhos da história.
E ela julgará de forma severa e justa todos os que atuaram contra o país e o povo brasileiro.

Nilda Gondim