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Na CPI de faz de conta, Hugo Mota é o pizzaiolo e o relator Luiz Sérgio o entregador da pizza

Como já se não batasse uma CPI da Petrobras que não descobriu absolutamente nada, agora monataram outra a imagem e semelhança. Pergunto: servirá para que ou para quem?

Se o Judiciário tomou a frente das investigações do escândalo da Petrobras e com muita competência é conduzida pelko juiz do Paraná Sérgio Mouro, o que deputados com o rabo preso podem fazer para realmente acrescentar alguma coisa substancial e que não seja o corporativismo?

Vejam bem. O deputado Luiz Sérgio, escolhido para ser o relator da CPI da Petrobras, teve 40% das despesas de sua campanha eleitoral, em 2014, custeada bancada com recursos de financiada por quatro construtoras envolvidas no escândalo de corrupção na Petrobras, objeto da Operação Lava-Jato. Luiz Sergio, que foi ministro de Relações Institucionais do governo petista, recebeu R$ 962,5 mil das construtoras Queiroz Galvão, OAS, Toyo Setal e UTC. A informação é do jornal O Globo.

Também o presidente da CPI, deputado paraibano Hugo Motta, recebeu quase R$ 500 de empreiteiras que deve investigar, assim como dos deputados Julio Delgado e Paulinho da Força, presidente nacional do partido Solidariadade, que emsuas campanhas eleitorais receberam dinheiro, a maior parte indiretamente, por meio do partido ou de outros candidatos, o que é ilegal.

Perguntinha que não quer calar: com grande parte do Congresso envolvida no propinoduto da Petrobras, o presidente Hugo Mota e o relator dessa CPI, Luiz Sérgio, favorecidos pelas empresas que serão investigadas, o que eles querem de fato?