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Construído para ser um referencial em homenagem aos 150 anos de emancipação política de Campina Grande, o Museu Digital de Campina Grande, inaugurado com muito atraso às margens do Açude Velho, (batizado de Museu dos Jumentinhos) e por ter custado R$ 5 milhões aos cofres municipais, tem sido motivo de piada nas redes sociais. Com serventia duvidosa, o Museu “serviu”, esta semana, para que dois jovens tomassem um banho noturno no seu chafariz (ou lago, como queiram).

Um vídeo circula nas redes sociais mostra os dois jovens, tirando as roupas e tomando banho em um pequeno lago no Museu. Confira no endereço:

Nas redes sociais também, as pessoas questionam o fato da Prefeitura ter cedido o equipamento ao Sesi e por estar cobrando pelo acesso ao local. Alguns acham que o banho dos jovens foi um ato de protesto contra o monumento.

Até agora, a Prefeitura não se manifestou sobre que tipo de punição poderá haver para os jovens, caso eles sejam identificados. Não há informações sobre a identidade dos jovens.

O MONUMENTO – Quem passa pelas imediações do Açude Velho, inevitavelmente critica a construção do monumento alusivo aos 150 anos de emancipação política de Campina Grande. A obra orçada em R$1,5 milhão, não tem sido bem aceita por segmentos da sociedade que a consideram desnecessária e um desperdício de dinheiro. Taxistas, professoras, comerciantes, donas de casa, entre outros segmentos, tem reclamado da obra.

A obra foi anunciada em 2014 e deveria ter sido inaugurada em 2014, mas só f0i entregue em 2017, com muita pompa. Na Câmara Municipal, a inauguração do Museu foi a pior possível. Incorporando o sentimento da população, o vereador Rodrigo Ramos (SDD) achou desnecessária a construção de um monumento para lembrar o sesquicentenário.

– Acho que já temos muitos monumentos ali, poderíamos talvez acrescentar algo nos “Tropeiros”, do outro lado, sem precisar gastar tanto com monumento, que pra mim e o que mais escuto nas ruas de Campina não serve pra nada.  – afirmou o vereador.