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Há várias maneiras de se avaliar um Partido ou Aliança. Sua imagem está diretamente ligada à sua organização, critérios seguros e projetos bem definidos. Não se trata apenas de reunir pessoas interessadas em conquistar algum tipo de poder, é preciso definir claramente os serviços que pretende prestar à população e postura com que vai representá-la.

Para isso, existem normas, leis que norteiam e estabelecem como cada aliança, partido ou candidato deve se comportar. E com base na observância do cumprimento de tais obrigações, podemos inferir quem é quem no processo eleitoral.

Na Paraíba, alguns partidos esqueceram, ou não levaram em conta, um pequeno detalhe: a lei eleitoral obriga que o mínimo de 30% e o máximo de 70% sejam reservados a cada sexo. Ou seja, do total de candidatos de um partido ou aliança, deve-se ter, pelo menos, 30% de mulheres e 70% de homens, ou o contrário, 30% de homens e 70% de mulheres.

Quando se começa errando, não levando em consideração o que determina a lei, já se tem algo a refletir sobre o processo como um todo.

Também não sei dizer se o que acontece seja em desconsideração à figura da mulher, o que seria um atraso sem precedentes e o retrato de uma mentalidade tacanha e medieval, ou se as mulheres, do alto de sua sensibilidade e capacidade de ponderação e, portanto, em condição de escolhas acertadas, tenham preferido não aderir a certas agremiações políticas. Não assegurar a participação efetiva da mulher no cenário político é o mesmo que esquecer quem conduz, com mãos firmes e serenas, a própria sociedade.

E então, ficamos com outro aspecto para refletir.