Brasil

Moro veta privilégios e só autoriza Lula a receber visita de advogado e parentes

O juiz federal Sérgio Moro decidiu enquadrar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no “regime geral de visitas da carceragem da Polícia Federal”, o que significa que o petista poderá ser visitado apenas por seus advogados constituídos no processo e por parentes do primeiro grau (estes, apenas uma vez por semana).

Em despacho proferido no fim da tarde dessa segunda-feira (19), Moro ressaltou que Lula está  detido em uma sala reservada na sede da PF em Curitiba (chamada de ‘Sala de Estado-Maior’) e com direito até mesmo a uma televisão, mas alegou que “não se justifica novos privilégios em relação aos demais condenados” no caso tríplex da Operação Lava Jato.

“O ex-presidente ficará separado dos demais presos, sem qualquer risco para a integridade moral ou física, a fim de igualmente atender à dignidade do cargo ocupado. […] Nenhum outro privilégio foi concedido, inclusive sem privilégios quanto a visitações, aplicando-se o regime geral de visitas da carceragem da Polícia Federal, a fim de não inviabilizar o adequado funcionamento da repartição pública”, escreveu Moro em seu despacho.

Lula está preso desde o último sábado (7) em uma sala de 15 metros quadrados no quarto andar da sede da PF em Curitiba. O local tem banheiro próprio e banho com água quente. Os demais custodiados da Lava Jato que se encontram no mesmo prédio, como o ex-presidente da OAS Léo Pinheiro (preso também em razão do caso tríplex) e o ex-ministro Antonio Palocci, estão no segundo andar.

Esperança de Lula está no STF e na ONU

A defesa e aliados do ex-presidente esperam que ele não permaneça preso por muito tempo. Já nesta quarta-feira (11), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio promete apresentar um requerimento à presidente da Corte, ministra Cármen Lúcia, para que seja julgada uma liminar que pede a suspensão das prisões após condenação em segunda instância.

Movimentos sociais vinculados à Frente Brasil Popular e Povo Sem Medo  agendaram protestos para pressionar o Supremo a conceder essa liminar e, assim, revogar a prisão de Lula . Além do julgamento dessa liminar, a defesa do petista também recorreu às Nações Unidas para tentar forçar o governo brasileiro a autorizar o petista a ficar em liberdade até o esgotamento de todos seus recursos contra a condenação a 12 anos e 1 mês de prisão por crimes de corrupção e lavagem no caso do tríplex no Guarujá (SP).

 

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