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O ministro da Saúde Marcelo Queiroga declarou ser “muito justa” a inclusão dos jornalistas e profissionais da imprensa no grupo prioritário da vacinação contra a covid. Queiroga pediu uma análise da coordenação nacional do PNI (Programa Nacional de Imunizações) sobre a inclusão.

A declaração foi feita no sábado (12), em entrevista. Para o ministro “naturalmente que essa não é uma decisão discricionária. Quem vai decidir é a câmara técnica do PNI, e essas decisões são baseadas em critérios epidemiológicos”, declarou. Ele também afirmou que o trabalho dos profissionais da comunicação é importante para a sociedade.

Um dos pedidos para priorização de jornalistas partiu da Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas). A presidente da entidade, Maria José Braga, disse esperar que o ministério corrija rapidamente o erro de não ter incluído os profissionais entre as categorias que têm o direito de receber a imunização.

“O PNI sabiamente priorizou os profissionais da Saúde, depois vieram de outras áreas, e os jornalistas não foram incluídos, mesmo correndo riscos. Vão a cemitérios, unidade de saúde, acompanham o presidente Bolsonaro, que causa aglomeração, não usa máscara, que é um sabotador das medidas de isolamento social”, afirmou.

Levantamento da Fenaj apontou que, até 2 de junho, 155 jornalistas no Brasil morreram pela covid em 2021. No ano anterior, foram 80 mortes. O número, segundo a federação, representou um aumento de 277% na média mensal de mortes, se comparada à 2020.