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“Apesar de raramente acometer indivíduos com idade inferior aos 40 anos, todo homem deve estar alerta para os sinais do câncer de próstata”, alertou o chefe do serviço de urologia do Hospital Napoleão Laureano, Fábio Martinez, destacando que não há estatísticas regionais envolvendo jovens, mas que o segmento corresponde a apenas 2% dos percentuais mundiais. “Inclusive só lembramos de um caso registrado pelo hospital, na Paraíba, nos últimos 15 anos”, citou Martinez, acrescentando que o fator hereditário, geralmente, é preponderante no aparecimento precoce da doença.

Com isso, o chefe do serviço de urologia do Hospital Napoleão Laureano chama a atenção para que o homem, independente da idade, vença a barreira do preconceito com relação ao exame clínico – que inclui o toque retal – e cuide bem da sua saúde, mantendo uma alimentação saudável, praticando exercícios físicos regulares e se submetendo, todos os anos, ao check up prostático após os 50 anos ou a partir dos 45 anos, no caso de indivíduos com fatores de risco, a exemplo do tabagismo, da obesidade, e histórico familiar. “No entanto, a procura por um especialista pode acontecer mais cedo caso aparecem alguns dos sintomas da doença”, ressaltou o urologista Fábio Martinez, lembrando que o diagnóstico precoce do câncer de próstata garante 90% de cura.

O preconceito em relação ao exame de próstata está diminuindo, mais ainda existe. Segundo o chefe do serviço de urologia do Laureano, esse problema vem sendo combatido todos os anos pela campanha nacional de conscientização sobre esse tipo específico de tumor cancerígeno: Novembro Azul. “Participamos todos os anos dessa campanha que terminou nesse final de semana e foi um sucesso”, comemorou o Fábio Martinez, informando que, no dia mutirão, foram realizados 350 check up, além de palestras e divulgações na mídia durante todo o mês. E que o atendimento continua a ser oferecido regularmente pela unidade de saúde.

Em 98% dos casos, o câncer de próstata está relacionado ao envelhecimento masculino, mas que os jovens devem ficar alerta para a doença. À medida que o homem vai envelhecendo, a incidência dessa doença vai aumentando. Os sintomas desse tumor cancerígeno são comuns para todas as faixas etárias: a pessoa urina muitas vezes durante a noite, o jato urinário vai se tornando cada vez mais fraco e fino, perda de peso, anemia dor pélvica. “Uma das diferenças no diagnóstico da doença de um indivíduo jovem é que, geralmente, o PSA está normal, pois o tipo histológico não é o mesmo do idoso”, observou o especialista.

De acordo com estudos do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca), no Brasil é estimado o diagnóstico de mais de 68 mil casos do câncer de próstata e aproximadamente 13 mil óbitos até o final de 2014. Na Paraíba, a pesquisa indicou que 930 homens podem desenvolver a doença, além de uma incidência provável de mais de 200 óbitos só para este ano.

Prevenção – O check up preventivo para o câncer de próstata é composto de uma conversa detalhada onde se é investigado os sintomas prostáticos e fatores de risco, seguido o exame físico que inclui o toque retal, que é um exame rápido e indolor. Após isso, são pedimos exames complementares, como o Antígeno Prostático Específico (PSA), ultrassonografia e exame de urina. Caso tenha suspeita de câncer, o paciente é orientado a realizar biopsia prostática, onde finalmente é fechado o diagnóstico. “Diante da positividade para o câncer, fazemos o estadimento, isto é, pesquisaremos a dimensão da doença: localizada ou avançada. Após esta etapa, propomos então o tratamento de acordo com o paciente e as características de sua doença”, concluiu o urologista.

O câncer de próstata em estágio inicial geralmente não causa sintomas, enquanto em estágio avançado pode causar alguns, por exemplo: 

  • Micção frequente.
  • Fluxo urinário fraco ou interrompido.
  • Impotência.
  • Vontade de urinar frequentemente à noite.
  • Sangue no líquido seminal.
  • Dor ou ardor durante a micção.
  • Fraqueza ou dormência nas pernas ou pés.
  • Perda do controle da bexiga ou intestino devido a pressão do tumor sobre a medula espinhal

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