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O primeiro ato do novo Ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro, foi defender Wagner Rossi dizendo que o trabalho feito por ele na pasta foi feito de forma “extraordinária”.

Só que enquanto Mendes Ribeiro assume a pasta cheio de cortesias com seu antecessor e companheiro de partido, as investigações acerca de irregularidades nas pastas vão continuar.

 

“Investigação na Agricultura vai continuar, diz ministro da CGU

O ministro-chefe da Controladoria-Geral da União, Jorge Hage, disse nesta quinta-feira (18) que as investigações de denúncias no Ministério da Agricultura vão continuar, apesar da demissão do ministro Wagner Rossi, que deixou o cargo nesta quarta-feira.

“A investigação continua, independentemente da saída do ministro, porque nós não estamos investigando o ministro, estamos investigando o ministério, os fatos que aconteceram lá”, disse Hage após participar de evento da Câmara Temática de Transparência da Copa de 2014, em Brasília.

De acordo com o ministro, já foram confiscados computadores na pasta e ele ainda aguarda imagens do circuito interno do ministério, que requisitou a Rossi. A auditoria no ministério tem prazo de 60 dias para a conclusão.

Rossi pediu demissão após semanas consecutivas de denúncias de irregularidades na pasta que comandava. A mais recente, nesta terça, dava conta do uso pelo ministro de um jatinho de uma empresa do ramo agropecuário.

Hage informou também que a auditoria no Ministério dos Transportes, Dnit e Valec será concluída até o dia 31 de agosto, e a no Ministério do Turismo, em outubro.

“São 20 a 30 pessoas acusadas nesses procedimentos, e todos continuam independentemente de exonerações ou afastamentos temporários.”

Impunidade
O ministro pediu mudanças na lei como uma forma de combater a impunidade em casos de corrupção.

“O que é preciso é acabar com a impunidade, e isso começa com a redução dos recursos que hoje impedem que o corrupto seja posto na cadeia. O corrupto hoje não vai pra cadeia nunca” afirmou.

Segundo Hage, a pena máxima para corrupção hoje no Brasil é a demissão do servidor.

“Você dirá ‘a pena máxima para corrupção hoje no Brasil é a demissão?’ e eu direi ‘na prática,é’ “, afirmou o ministro.

 

G1″