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Em entrevista à CNN Brasil, o infectologista Jamal Suleiman, do Instituto Emílio Ribas, disse achar “macabro” que pessoas façam festas em um momento em que o Brasil bate recorde de mortes em razão da pandemia do novo coronavírus. O país já ultrapassou a marca de 277 mil mortes. Com uma média diária próxima de 2.000 óbitos. Em pouco tempo, provavelmente o país atinja o patamar de 300 mil mortes.

“Aguarda um pouco mais, segura esse desejo para que a gente possa, de fato, comemorar. Neste momento, seria até macabro esse tipo de situação. Eu não posso comemorar a morte de 3 mil pessoas em um dia achando que isso é a coisa mais natural do mundo. Ainda que não seja com a sua família, isso não é natural”, disse Suleiman.

O infectologista reforçou a necessidade do isolamento para barrar a pandemia. “Neste momento de intensa crise, é preciso ficar em casa. Se você não tem coisas que você obrigatoriamente precisa fazer fora, fique em casa. Porque a gente só consegue ver o resultado depois de, no mínimo, 14 dias. Se a gente não conseguir reverter isso, o que vai acontecer é uma catástrofe de proporções muito maiores do que estamos vendo hoje.” ressaltou.

Foto: Divulgação/Secretaria de Comunicação de São Paulo. Festa com mais de 500 pessoas na Zona Sul de São Paulo encerrada por policiais, agentes da Vigilância Sanitária e Procon.