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O ex-governador também abordou, na entrevista, temas polêmicos, como a situação do Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande, a demissão dos pró-tempores e a PEC-300.

Em relação a situação dos pró-tempores demitidos, Maranhão disse que esta categoria é sempre vista como o patinho feio da administração pública. Ele lembrou que setores essenciais da educação e saúde só funcionam por conta dos prestadores de serviço.

“Tem pró-tempore com mais de 15 anos de estado. Se ele resistiu a tantos governos é porque é um bom funcionário. O saneamento das contas públicas tem que ser feito sem a demissão dos servidores”, enfatizou.

Sobre a situação do Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande, inaugurado na sua administração, em dezembro do ano passado, e que até hoje continua parado, observou: “Em menos de cem dias do governo ele continua parado. Foi uma obra iniciada por Cássio Cunha Lima e que nós concluímos. Mas agora está parado, faltando apenas o treinamento dos profissionais”.

Ele ressaltou que deixou a obra construída com o que havia de melhor em equipamento hospitalar do mundo e além da obra estar parada, ainda existem denúncias de que o equipamento está sendo retirado do hospital.

Maranhão comentou, ainda, a não implantação da chamada PEC-300 para os profissionais da segurança pública do estado.

“É um instrumento válido e socialmente útil, porque é investir numa categoria que é importante para o processo da segurança pública. Existem distorções salariais e a solução seria a PEC-300, como outros estados já fizeram”. Segundo ele, os recursos para o pagamento já estavam previstos no orçamento e o estado tem dinheiro em caixa para isso.