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Quando o prefeito Veneziano Vital do Rego iniciar o seu discurso de abertura do ano legislativo na Casa de Felix Araujo nesta terça feira um homem de bem estará iniciando sua despedida do cargo que ainda ocupará até 31 de dezembro do corrente.

Maniqueísmos a parte, nestes 32 anos em que Campina vem perdendo seu espaço para João Pessoa, deixando de ser a cidade que mais crescia na Paraíba, Veneziano foi o único gestor a trabalhar a auto-estima do seu povo.

Sou suspeito para falar bem de Veneziano, pois fui um de seus mais ferrenhos críticos nos seis primeiros anos de gestão, apesar de paradoxalmente ter contribuído para sua vitória em 2004.

Mas, diante do canteiro de 2.500 obras que virou Campina, rendo-me ao que nenhum cidadão lúcido pode deixar de concordar, mesmo que não seja correligionário: Há duas Campinas, uma antes e outra posterior a Veneziano.

Você pode me dizer que Veneziano não repôs Campina no seu antigo lugar de líder, mas concorda que ele corrigiu a trajetória interrompida pelo egoísmo político das gerações que o antecederam.

Entre aquela Campina pujante e a que assistiu calada Cássio não explicar bem onde estão os 10 milhões que pediu como adiantamento da venda da CELB e nunca repôs, há uma que sonha com a volta aos trilhos e que sente e respeita o suor exalado pelos Tropeiros impregnando o ar de brios.

Como eu e o ex-vereador Paulo de Tarso pudemos fechar os olhos para um Plínio Lemos Olímpico e como o vereador João Dantas e o deputado federal Romero Rodrigues podem deixar de admitir que houve um choque de gestão nestes sete anos e três meses e que a população foi beneficiada com pequenas obras e grandes gestos, gestos simples e grandes obras?

Quando chamo a atenção de todos para as 2.500 obras de Veneziano me incluo na autocrítica e mantenho apenas uma crítica: ele se esqueceu de divulgar o que fez, mas se fosse divulgar tudo teria gasto uma fortuna com propaganda e talvez tivesse faltado recusos para fazer o calçamento do seu bairro ou os três hospitais que vai entregar agora a população.

Alguém me diz que a Feira da Prata ficou o ouro, mas faltou o elevador e aqui e ali tem um feirante insatisfeito e logo aparece um oportunista para fazer cavalo de batalha do tema.

Mas, quero lembrar que só falta um elevador porque hoje a Feira da Prata é um cartão postal; antes não faltava porque era apenas um terreno baldio e o que se elevava era a vergonha por Campina não ter na época naquele lugar uma feira decente como a que hoje tem.

E hoje quando vejo uns discutindo mobilidade urbana, acho graça por saber que Veneziano fechará sua gestão resolvendo com um metrô de superfície o que outros ainda estão só debatendo o se debatendo por não enxergar a realidade.

Aliás, ver foi o conceito que levou Veneziano a prefeitura, quando em Campina sua música de campanha anunciava um V em cada esquina.

E você aí ainda tem coragem de vir dizer que a promessa não foi cumprida e que não há, por determinação e obstinação desse homem, uma ação boa do poder público municipal em cada esquina? Você sabe que há.

Finalizando, eu digo que está nas mãos dos campinenses o futuro da Paraíba e isso devolve a essa gente aguerrida e de visão o seu papel na história.

Sem medo de ser feliz ou parecer parcial, afirmo que precisamos ajudar esse homem de bem a concluir com sucesso a sua missão em Campina e depois ajudá-lo a arrebatar das mãos do déspota Ricardo Coutinho o destino da Paraíba e o futuro dos paraibanos.

Convoco os que fazem comigo a Cadeia da Legalidade nas redes sociais, os jornalistas combativos e independentes dos quatro cantos do estado que não se amedrontam com a noite traiçoeira do governo instalado, todos os homens e mulheres de bem para uma cruzada pelo reestabelecimento dos tempos de luz nessa noite de trevas em que a Paraíba está mergulhada.

A escuridão sufoca, mas o sol vai nascer e à frente liderando o povo do bem na batalha final estará Veneziano.