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Chamo a atenção da imprensa paraibana e dos operadores do direito para dois fatos que aconteceram no âmbito do Poder Judiciário da esfera federal e interferiu no dia a dia da cidade Pombal.

Por duas vezes num espaço de menos de seis meses uma decisão que ainda iria ser tomada por um ministro do STF ou TSE foi antecipada e comemorada nas ruas pelos partidários de Pollyana.

A primeira vez foi no mês de agosto de 2012, quando sessenta dias antes da decisão monocrática do ministro Dias Tóffoli a então prefeita de Pombal, do PT, mandou que uma nota anunciasse em carro de som e até no guia que tinha acabado de chegar de Brasília com a garantia do ex-presidente Lula de que seu registro seria deferido no TSE, após ter ter sido indeferidopor 6×0 no TRE.

Para quem não sabe, Polyana teve o registro indeferido em todas as instâncias por caracterizar terceiro mandato consecutivo.

A juíza local se indignou com o acinte e indício de tráfico de influencia e mandou que o spot fosse retirado do ar e ainda deu direito de resposta a coligação adversária.

Em Pombal tem uma vidente poderosíssima antecipando decisões monocráticas de ministros. Tudo minuciosamente documentado e até com sentenças da instância local contestando as decisõus “previstas” pela vidente para depois ninguém dizer que eu inventei.

E agora vem o maior feito dessa vidente petista: Polyana Dutra antecipou em 24 horas a decisão do ministro Ricardo Lewandowski e mobilizou mais de cinco mil pessoas para uma comemoração na noite da última quarta feira, sendo que a liminar só saiu na noite de ontem, exatamente 24 horas após a comemoração.

E mais uma vez Polyana não faz segredo de onde vem os seus poderes de “vidência”. Ela esteve em Brasília com a cúpula petista, afirma, e lá recebeu a garantia de que voltaria ao cargo por uma liminar do vice-presidente do STF.

Mais que isso, ela esteve ontem, quinta feira, pela manhã na sede da prefeitura de Pombal e deu ordens proibindo que documentos fossem assinados pelo presidente da Câmara, Rogério Martins, do PSB, até então interino no cargo enquanto o TSE marca nova eleição.

Para completar o espetáculo que põe em xeque a Justiça brasileira, Polyana convidou o governador Ricardo Coutinho para lhe acompanhar nos instantes que antecederam a decisão, digamos assim “oficial” do ministro, segundo ela mesma faz questão de espalhar. Ricardo esteve na casa de Polyana grande parte da tarde de ontem e, segundo uma fonte, teria tratado também do nome que vai substituí-la na disputa.

RC quer que o candidato seja o presidente da Câmara, Rogério Martins; Pollyana sorriu afirmou com a convicção dos “videntes” que só haverá eleição municipal em Pombal em 2016.

Na noite de ontem o ministro Ricardo Lewandowski concedeu a liminar atendendo medida cautelar impetrada pelos advogados Johnson Abrantes e Michael Saliba, que procurados por jornalistas na noite da terça – enquanto rolava a festança patrocinada por Pollyana – negaram que a liminar “já tivesse sido concedida”.

Não quero aqui atacar a honra dos ministros Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski, mas levanto a suspeita de que a decisão foi tomada com antecedência e comunicada à parte favorecida por influência política com base no que a própria Pollyana diz sem reservas.

Ou vocês acham que ela manteria a candidatura no período eleitoral ou mandaria seu povo comemorar se não soubesse o que estava fazendo?

Coisas do Brasil.