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Dilma Rousseff voou para Salvador. Acompanhada de familiares, passará o feriadão de Carnaval na Bahia do pós-greve. Recepcionou-a na Base Aérea o governador petê Jaques Wagner. O mesmo que a acompanhava em Cuba quando a PM baiana decidiu cruzar os braços. 

Secretário estadual de Turismo, o petê o Domingos Leonelli enxergou na visita de Dilma “um reconhecimento do papel estratégico desempenhado pelo governador.” Hã?!? “Com uma atuação firme e serena, enfrentou um processo que tinha desdobramento nacional, com possível repercussão no Carnaval do Rio.”

A “firmeza serena” do governador resultou numa greve com cara de motim que durou nove dias, ateou pânico na população, mobilizou uma tropa federal superior a 3 mil homens e levou à cova mais de uma centena de baianos. No Rio, sucedeu coisa bem diferente.

                                                             

Viajante contumaz, o governador pemedebê Sérgio Cabral preferiu manter os pés no chão. Concedeu a policiais e bombeiros a antecipação de um reajuste mixuruca e mandou ao xilindró os líderes grevistas. A paralisação murchou no nascedouro. E a turma do Exército não precisou sair dos quartéis.

Quer dizer: cada um pode achar o que quiser. Mas onde o secretário de Wagner vê “reconhecimento” não há senão o desejo de Dilma de usufruir de uma temporada de descanso num refúgio impermeável a chatos: a Base Militar de Aratu.

Assentada na região metropolitana de Salvador, a instalação do Exército provê privacidade, segurança e todo o conforto que o dinheiro público pode pagar. A hospedaria é boa, a alimentação é honesta e a praia é privativa. Lula adorava. Dilma experimentou no Réveillon e também apreciou.

Antes do fuzuê de sua PM, o carioca Jaques Wagner programara uma viagem ao Rio de Janeiro. Assistiria, neste domingo (19), aos desfiles da Imperatriz e da Portela. Uma levará à Marques de Sapucaí enredo que enaltece a Bahia. Outra renderá homenagens ao escritor baiano Jorge Amado.

Com as lembraças da ausência cubana ainda a latejar-lhe na memória, Wagner preferiu permanecer no Palácio de Ondina. Com ou sem “reconhecimento”, governador escaldado põe as barbas de molho na água fria.

Com Blog do Josias