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Será que quando o secretário de Comunicação deste Governo, Luís Torres, vai dormir, bota a cabeça com aquela vistosa cabeleira no travesseiro e consegue?

Não à base de tarjas pretas e outras maracujinas, mas com a tranquilidade de quem, além de cumprir com o seu dever de cuidar bem da imagem do governo, não tirou da casa de alguém a feira.

Eu sei que em qualquer governo sempre haverá os preferidos e os detestados e que os primeiros se afogam numa taça de vinho se o secretário resolver subir na mesa do Sonho Doce para fazer um discurso para sua tribo.

Só que ninguém pode considerar dentro da lógica o que vem acontecendo na Paraíba.

Marcone Ferreira, desafeto do secretário e crítico do governo RC, inaugurou a “gilhotina”, como estão chamando a guilhotina girassol.

E agora Anderson Soares, o ex-companheiro de Marcone, cuja degola abriu espaços para os preferidos Adelton Alves na TV Arapuan e, quem sabe também, para o assessor de imprensa da Cagepa e marido da filha do presidente do PSB na Capital, Fábio Bernardo, que hoje é a voz do governo no horário de meio dia no Rádio Verdade.

Dentro da lógica empresarial, o dono do sistema Arapuan, a águia João Gregório, está absolutamente certo. Acena para o maior patrocinador de seus veículos limando os dentes que impediam a catraca de funcionar de acordo com a graxa farta da SECOM.

Com a esposa Mirna Barbosa numa espécie de papel de primeira dama da Arapuan, apresentadora de telejornal, poderosa observadora do metiê e o maior salário da emissora, Luís Torres cria para o amigo João Gregório constrangimentos éticos e empresariais pelas exigências que faz.

Por exemplo, todo mundo sabe que a moça é fraquinha e só tá onde tá pela conveniência, Mas ninguém tem coragem de substituí-la, apesar de ser uma decisão meramente empresarial para uma audiência sofrível.

Quem será a próxima vítima da “gilhotina”? Nilvan ou João Costa? O “Véi” tá na fila e ela anda.