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A eleição acabou no momento em que o TRE anunciou os números finais e Ricardo Coutinho foi consagrado governador de todos os paraibanos por maioria acachapante.

No dia primeiro de janeiro ele tomou posse e de lá pra cá os paraibanos tem vivido aos sobressaltos do humor do governador e do seu grupo.

RC acusa a oposição de não desmontar o palanque, mas de fato é ele quem não desce de jeito nenhum de cima do tablado e de lá arremessa uma banda de tijolo atrás da outra no período mais estapafúrdio da vida política paraibana.

Demitiu 30 mil pessoas e provocou recessão na economia capenga e incipiente de um Estado que gira em torno do salário do servidor público ativo e inativo.

Reduziu unilateralmente o repasse do duodécimo dos poderes Legislativo e Judiciário, gerou uma crise institucional e paralisou as comarcas.

Sem motivos aparentes ou que não pudessem ser contornados brigou com o Sistema Paraíba de Comunicação, atraindo contra si o arsenal da Rede Globo.

E agora resolveu açoitar os deputados que votaram contra a permuta do terreno sem licitação, fazendo do episódio um cavalo de batalha para feito cortina de fumaça camuflar o desgaste de um grupo perigosamente belicoso e inapto para o gerenciamento público que exige convergências.

Esses outdoors espalhados por aí com a foto dos parlamentares foram bancados pelo caixa dois da SECOM e a idéia inconveniente saiu da cabeça doente de Nonato Bandeira, o Goebbels desse reich de egos.

O pequeno comerciante vive um arrocho fiscal asfixiante, o servidor vive dias de cão, a Polícia faz greve branca e a classe política oscila entre se agachar e reagir.

A todo tempo alguém me pergunta na rua: o que está acontecendo que o governador tem metido a macaca e todo mundo tem ficado calado?

Às vezes o silêncio diz mais do que a gritaria.