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O programa Repórter Record apresentou ontem o resultado de sua investigação jornalística sobre o tráfico de Turmalina Paraíba, a pedra preciosa mais valiosa do mundo. Para surpresa geral, apontou o vice prefeito de Campina Grande, Ronaldo Cunha Lima Filho, como o único político sócio de um esquema que envolve até a Al-Qaeda e vem sendo investigado pela PF, FBI e CIA.

O irmão do senador Cássio Cunha Lima mandou dizer através de sua assessoria que a única coisa que liga-o ao escândalo internacional é um contrato onde atua como advogado, mas, no entanto, fui ao site do Tribunal de Justiça (ver consulta) e não encontrei nenhum processo tramitando onde ele esteja atuando como advogado. Estranho, né?

Arrastado na Operação Sete Chaves, um trabalho muito bem feito pelo MPF e pela PF, Ronaldinho é dúvida na chapa de Romero e hoje tem apenas o irmão como defensor do seu nome, mas a mácula poderá ter sentenciado o seu destino.

Mais que isso, o verde azulado da turmalina Paraíba poderá levar o seu brilho até o Senado da República e respingar em Cássio, aquele que neste momento brilha no cenário político nacional como o líder das oposições no Senado, crítico feroz e defensor do impeachment da presidenta Dilma.

É que as evidências levam a uma linha de investigação que liga o Grupo Cunha Lima a evasão de riquezas de um estado paupérrimo, exploração de mão de obra escrava, mortes pela insalubridade e risco do trabalho e uma guerra surda e permanente pelo controle da mineração.

Em que época essa mineradora Pedra Azul, que supostamente Ronaldinho é o sócio oculto, como levam a crer os documentos e gravações em posse da PF e MPF, iniciou a exploração de Turmalina Paraíba e por que o irmão do senador Cássio entrou no ramo?

Jabuti não sobe em árvore e quando é encontrado trepado em um galho alto foi por que alguém ou uma conjuntura o colocou lá. E logo surgem conjecturas de que Ronaldinho foi indexado na área de mineração na época em que o mano foi governador.

Como se não bastasse, há ainda o vínculo com o afegão Zaheer Azizi , definido pela CIA e FBI como braço financeiro do maior grupo terrorista do mundo, a Al-Qaeda.

Como Ronaldo Cunha Lima Filho teria entrado para esse obscuro mundo da extração de pedras preciosas permanece um mistério a ser desvendado.

Como o braço financeiro da Al-Qaeda se tornou sócio dele é outra pergunta que devemos fazer e com certeza a Polícia Federal está muito perto de descobrir.

O programa Repórter Record avançou nas investigações e foi mais fundo do que o Fantástico foi, quando fez a denúncia meses atrás. A desculpa do vice prefeito de Campina pra ser personagem desse cenário de ligações perigosas entre a política e o submundo é frágil e atrai os holofotes sobre todo o Grupo Cunha Lima.

Veja o trecho do programa que fala nos vínculos de Ronaldinho e abaixo veja o programa completo.