Fale Conosco

Em um cenário com o prefeito eleito, Dinaldinho, praticamente fora da disputa pela reeleição, já que o poder judiciário tem lhe negado sistematicamente o direito de voltar ao mandato, quem herdará o sentimento anti-Mota? Todo mundo sabe que em Patos só existem dois lados, Mota ou Wanderley, e vez por outra a terceira força modula sons inaudíveis em baixíssimos decibéis.

Eu sei que Nabor é Wanderley, mas não é híbrido, e tá na cota dos Mota. Érico não é Wanderley, mas é marido de Germana Wanderley, sobrinho do saudoso Dinaldão. Logo, a candidatura de Érico, turbinada pelo apoio do governador, nasce em berço com pedigree.

O que isso quer dizer? Quer dizer que alem do apoio de João – importantíssimo – Érico precisa levar as pernas para o ortopedista Dinaldinho examinar, medicar e, é claro, abençoar. Uma aliança Cidadania/MDB pode trazer na vice o nome da ainda primeira dama Mirna Wanderley, o que daria charme, empenho e coalizão das militâncias de Érico e Dinaldinho, e aquele sentimento de vamos fazer justiça e desagravar o prefeito eleito e afastado.

Alguém me diz aqui que tem um um juiz querendo ser político e que ele acha que repete o fenômeno Bolsonaro ou Wilson Witzel. Também devemos ponderar para o caminho que Nabor vai trilhar, que poderá bater chapa dentro da estrutura pró-governo, etc & tal. São cenários e nunca podemos perder de vista uma figura chamada Edjane, vereadora combativa do PDT, como também o próprio prefeito interino Ivanes Lacerda.

Eu achava que não, mas a campanha de Patos começa a ficar interessante.

Dércio Alcântara