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O ano letivo da rede estadual da Paraíba deve ser iniciado iniciado em março de forma híbrida – ou seja, unindo ensino presencial e remoto. A informação foi dada nesta quarta-feira (23) pelo governador João Azevêdo em entrevista à TV Cabo Branco. Segundo ele, a estimativa é de que nesta época a vacinação contra o novo coronavírus já tenha sido iniciada no Estado.

“O Ministério da Saúde anunciou um planejamento que era cobrado por nós, por todos os governadores e esperamos que o governo federal assuma essa coordenação da vacinação porque isso evitará que Estados mais ricos tenham mais condições de imunizar a população que Estados mais pobres”, disse.

Segundo João, a Paraíba tem estrutura logística para proceder a vacinação de todos os habitantes, assim que a vacina for disponibilizada: “Estamos preparados para assim que a vacina chegar, a gente possa distribuir em 24 horas com transporte aéreo ou terrestre para os municípios”.

Azevêdo considerou “equivocada” a decisão do prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues, de recorrer contra o decreto que restringiu o funcionamento de bares e restaurantes no fim do ano. Segundo ele, a Rainha da Borborema enfrenta hoje um nível de contágio pelo Covid-19 semelhante ao do auge da pandemia. “Ainda tem que ser considerado que Campina Grande é responsável por 70 municípios, de sua região. O decreto visa preservar vidas e de acordo com um estudo que realizamos, o impacto será mínimo já que nos dias 25 e 1º os estabelecimentos não abrem suas portas”, argumentou.

O decreto de número 40.930 determina novas regras no horário de funcionamento de bares, restaurantes, lanchonetes, lojas de conveniência e praças de alimentação nos dias 24, 25, 31 de dezembro de 2020 e 1º de janeiro de 2021 em todo o Estado e orienta os municípios a não promoverem comemorações alusivas à passagem de ano. As novas diretrizes se tornam necessárias devido ao aumento de casos da Covid-19 na Paraíba e têm o objetivo de evitar aglomerações e, consequentemente, uma maior propagação do vírus.

De acordo com o novo decreto, o atendimento nas dependências comerciais citadas acima só será permitido até as 15h, ficando proibida a venda de qualquer produto para consumo no local após o horário e liberada a comercialização apenas por meio de delivery ou para retirada pelos próprios clientes (takeaway).