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O deputado Janduhy Carneiro (PPS) protocolou hoje junto à Mesa da Assembleia Legislativa requerimento pedindo a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito – CPI – com o objetivo de apurar os gastos excessivos nas despesas da Granja Santana.

Em pronunciamento, o  deputado munido de vasta documentação, inclusive com o relatório do Tribunal de Contas do Estado, disse que ‘viu indícios de subfaturamento na compras de gêneros alimentícios e de outros produtos adquiridos para  residência oficial do Governo.

Janduhy Carneiro  na revelou o número de parlamentares que assinaram o pedido de instalação da CPI, mas  espera que até terça-feira da próxima semana os partidos políticos indiquem os nomes dos deputados para compor a CPI  e que à Mesa da Casa encaminhe seu pedido de instalação da Comissão  à Procuradoria Jurídica para emitir  parecer sobre se seu requerimento.

Em seu discurso, Janduhy Carneiro lembra ainda a repercussão negativa alcançada na mídia nacional  no que ficou conhecido como o “escândalo da granja”. Ele citou as reportagens feitas pela revista IstoÉ e pela folha de São Paulo.    

Confira trechos da reportagem da revista IstoÉ:

Ex-modelo, belíssima, olhos claros e corpo escultural, gosta de luxo e badalações, sem revelar nenhuma preocupação com a discrição.

Após auditoria nas contas da residência oficial do governador, o Tribunal de Contas da Paraíba concluiu que inúmeros mimos da primeira-dama não são pagos somente com o salário de R$ 20 mil de Ricardo Coutinho, cujo patrimônio é avaliado em menos de R$ 1 milhão.

Parte do dinheiro usado para bancar o luxo ostentado e os hábitos peculiares da primeira-dama sai dos cofres públicos.

Um relatório do TC, obtido por ISTOÉ, revela que as festas promovidas na Granja Santana – como é chamada a residência onde moram o governador e a primeira-dama – consumiram 17,4 toneladas de carnes, peixes e frutos do mar, só no ano de 2011.

Na mesma prestação de contas, que o órgão de fiscalização classificou como um dos inúmeros “exageros de gastos”, havia uma nota registrando a compra de 60 quilos de lagosta.

Além das despesas com comida, os auditores descobriram que até o enxoval do bebê de Pâmela e Coutinho foi pago pelo contribuinte.

A quantidade de farinha láctea adquirida para a criança também espantou o tribunal: foram 460 latas apenas entre os dias 21 de novembro e 13 de dezembro de 2011.

“O governador deve ter uma creche em casa para consumir toda essa farinha láctea em menos de um mês”, criticou o deputado estadual Janduhy Carneiro (PEN).

A oposição a Coutinho passou a se referir ao caso como “o escândalo da comida infantil”, lembrando que em 28% dos municípios paraibanos não há creches.

No Estado, Coutinho é conhecido como homem simples, filho de um agricultor e uma costureira.