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Com o fim do desconto nas contas de energia elétrica, aplicado em abril, a inflação oficial medida pelo IBGE, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), acelerou em maio em relação ao mês anterior, depois de três quedas seguidas nessa comparação. A alta foi de 0,31%, a menor para o mês desde 2007. Em abril, tinha crescido apenas 0,14% em relação a março. No acumulado em 12 meses, no entanto, o índice desacelerou mais, para 3,60%, a menor taxa em doze meses desde maio de 2007, nessa comparação.

No ano, a inflação acumula alta de 1,42%, percentual bem inferior aos 4,05% registrados nos primeiros cinco meses de 2016. E é o menor acumulado no período desde o ano de 2000 ( 1,41%).

A mediana das previsões de analistas consultados pela Bloomberg apontava alta de 0,47% na margem e de 3,76% em 12 meses.

INFLUÊNCIA DE ENERGIA ELÉTRICA

A queda de 6,39% no item energia elétrica em abril foi influenciada por descontos aplicados sobre as contas, por decisão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), de modo a compensar os consumidores pela cobrança indevida, em 2016, do chamado Encargo de Energia de Reserva (EER) destinado a remunerar a usina de Angra III. em maio, no entanto, esse desconto já não existiu mais.

Sem o desconto que incidiu em abril, as contas de energia elétrica aumentaram 8,98%, liderando, com 0,29 ponto percentual, o ranking das principais contribuições do mês para que a taxa acelerasse em relação a abril. Por conta da energia, o grupo habitação ficou com o mais elevado resultado, alta de 2,14%, além da maior contribuição, de 0,32 pontos percentuais para o resultado da margem, dominando o índice e praticamente anulando os sobes e desces dos demais grupos de produtos e serviços.

A perspectiva de economistas para a inflação neste ano permaneceu em trajetória de queda na pesquisa Focus divulgada há quatro dias pelo Banco Central (BC). A expectativa é que índice agora fique em 3,90%, ante 3,95% na semana anterior. Para 2018 a projeção se manteve em 4,4%. A meta do Banco Central para a inflação é de 4,5% ao ano. O índice vem estourando desde 2010.

 

Fonte: Jornal Extra