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A Operação Poço Sem Fundo, desencadeada pela Polícia Federal (PF) e Ministério Público Federal (MPF), na última quarta feira (25), teve repercussão nacional. O Jornal de Brasília, publicou uma matéria intitulada “Poço Sem Fundo: operação combate desvios de recursos públicos na Paraíba”, onde cita como um dos alvos da operação o presidente do Diretório Municipal do MDB em João Pessoa e Coordenador Estadual do DNOCS na Paraíba, Alberto Gomes, conhecido como “Esquerdinha”, destacando o fato dele ser um dos coordenadores da campanha do candidato a prefeito da Capital, Nilvan Ferreira (MDB), neste 2º turno das eleições em João Pessoa.

Veja na íntegra o texto:

“Poço Sem Fundo”: operação combate desvios de recursos públicos na Paraíba

A Polícia Federal, juntamente com o Ministério Público Federal e a Controladoria-Geral da União, deflagraram na manhã dessa quinta-feira (25), a operação Poço Sem Fundo, que apura a prática de crimes relacionados ao desvio de recursos públicos destinados à perfuração de poços e implantação de sistemas simplificados de abastecimento de água no Estado da Paraíba.

A operação tem, entre os alvos, o ex-deputado federal Benjamin Maranhão (MDB); a mãe dele, a ex-prefeita de Araruna, Wilma Maranhão (MDB), e o presidente do Diretório Municipal do MDB em João Pessoa e Coordenador Estadual do DNOCS na Paraíba, Alberto Gomes, conhecido como “Esquerdinha”, que seria um dos coordenadores da campanha do candidato a prefeito da Capital, Nilvan Ferreira (MDB), neste 2º turno das eleições municipais.

A investigação aponta para o direcionamento de contratos firmados entre as empresas investigadas, o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS), o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e a Prefeitura de Araruna, mediante procedimentos de dispensa de licitação, cujos contratos giram em torno de R$ 54 milhões.

Indícios demonstram a prática de superfaturamento dos contratos, atos de corrupção passiva e ativa, e de lavagem de dinheiro mediante a utilização de contas bancárias de empresas interpostas para dissimulação de movimentações financeiras.

A operação conta com a participação de 70 Policiais Federais e de 7 Auditores da Controladoria-Geral da União e estão sendo cumpridos 15 mandados de busca e apreensão nas cidades de João Pessoa/PB, Araruna/PB e Parnamirim/RN, além de ordens de indisponibilidade de bens e afastamento de 4 servidores públicos federais de suas funções. Não haverá entrevista coletiva.

Com informações da Polícia Federal